sábado, 19 de novembro de 2011

Anseios para o Sínodo: o Curso de Filosofia

Quando uma diocese monta o seu próprio curso de filosofia, deve estar disposta também a um investimento maciço na qualificação de seus padres professores, que devem ter tempo para se dedicarem as atividades acadêmicas evitando que padres professores tenham que conviver com a responsabilidade das aulas no seminário e a pastoral em paróquias enormes e distantes do seminário. Outra coisa é que sendo o curso dentro do próprio seminário, deve-se zelar para que as dificuldades econômicas de se manter um curso não tornem o próprio curso medíocre, porque se um seminarista não aproveitar o curso e ao mesmo tempo não puder ser reprovado porque isso pesa para a diocese, alimenta-se uma cultura de comodismo e de desonestidade para com a Igreja e para com os professores.
O curso de filosofia em uma Universidade Pública, ofereceria o contato com diversas opiniões e conhecimentos diferentes daquele do contexto de seminário, o que seria uma experiência enriquecedora, além do intercambio do saber, posta a diversidade de cursos na área de humanas. Mas a meu ver não é viável. Porque teremos que conviver com o risco de greves que atrasariam o curso, com o desleixo de alguns professores que agridem a qualidade.
Creio que uma experiência bem sucedida em nosso estado seja o da Diocese de Cajazeiras que mantêm um curso de filosofia reconhecido pelo MEC, contando com um bom quadro de professores e com uma estrutura interessante. A Faculdade de Cajazeiras, além do curso de filosofia oferece outros cursos. A nossa Província Eclesiástica tentou investir em um sistema formativo que centralizava a filosofia na diocese de Campina Grande e a teologia em João Pessoa. A experiência durou pouco tempo, do ano de 2001 ao ano de 2005. Já na época se vislumbrou que não daria certo porque Cajazeiras manteve seu curso de filosofia, por uma razão muito simples: o reconhecimento do MEC. Guarabira se uniu apenas para a filosofia, pois sua teologia ficou sendo feita com os Legionários de Cristo e Campina depois assumiu o mesmo caminho de Guarabira.
Creio que o caminho seja a reunificação desde que Cajazeiras seja o centro filosófico da província. Quanto à teologia, poderia ser João Pessoa pois dentre as dioceses da Província é que possui mais espaço físico para articular um bom curso de teologia, bem como para acomodação de uma grande quantidade de seminaristas, porém sei também que isso não será tão simples de acontecer, uma vez que vemos um investimento grande no envio de seminaristas para Roma ou para os Legionários de Cristo. 
 

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