domingo, 3 de abril de 2011

O gesto de Jesus é repleto de significado criacional: pega o barro, sinal da fragilidade da criação. E a partir da condição frágil onde nos encontramos que Cristo faz brilhar sua Luz capaz de nos fazer ver as coisas como de fato são. A saliva de Jesus no barro é sinal da vida que ele transmite aos seus. Este é seu desejo de vida nova para todos os homens.
Agora, o cego é um homem “re-criado” pela presença de Jesus. Todo ato divino de salvação envolve dois pólos: Deus que salvar e o homem que deve desejar a salvação. Por isso Jesus exige a confiança em sua palavra.“Vai te lavar na piscina de Siloé” (palavra que significa Enviado)”.Este pedido de Jesus demonstra que tudo pode ser transformado em nossa vida quando acreditamos na Palavra de Jesus e decidimos deixar-nos “lavar”, nas águas do enviado. Este é o nosso Batismo que deve ser sempre uma resoluta entrega a Jesus e não apenas um capricho social. Entre o Templo e a Piscina se encontra um trecho a ser percorrido que é nossa própria vida na qual caminhamos ainda sem ver completamente, mas confiantes que a palavra dita por Jesus, sendo humildemente acolhida nos leva a plenitude de toda verdade que é o reconhecimento de Jesus como Salvador! O fruto deste encontro é um verdadeiro discípulo que reconhece Jesus e a ele adere, assumindo sem medo as conseqüências desta adesão. Assim como Jesus, o cego foi mandado embora do Templo, mas isso não significa nada para quem adquiriu a capacidade de ver tudo com os próprios olhos. Estamos no final do Evangelho diante de um homem maduro capaz de abrir mão da entrada no Templo por conta do testemunho sobre quem o curou. E justamente aqui se encontra a finalidade da nossa vida de batizados: assemelhar-nos a Jesus que nos salvou!

Oração, intimidade com o céu

- “Pelo Coração nos unimos a Deus”

“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria.”

(Santa Teresa do Menino Jesus.)

Nosso coração é uma casa, onde existem cômodos, janelas, porta... e abrimos a quem queremos receber bem. É também o centro da nossa vida, centro escondido, sustenta toda vida em nós. É inatingível pela razão – se o cérebro parar de funcionar o coração continua a bater e não vice e versa. Apenas o próprio Senhor o conhece e pode sondá-lo. É o lugar da decisão, lugar da verdade, onde escolhemos a vida ou a morte. Nosso coração é o lugar do encontro com Deus, lugar da aliança. É o Espírito que impulsiona esse encontro íntimo, entre Criador e criatura. (CIC § 2563)

Quem ora em nós é o coração, impulsionado pelo Espírito Santo, pela sede da presença do Criador, do Amor. Se o coração está longe de Deus, toda expressão da oração é vã, pois ela passa a ser mecânica. Quando dirigida totalmente pela razão e não pela autenticidade do sentimento e do momento no qual estamos passando, a oração foge da sua essência que é buscar sem cessar, a presença de Deus.

“Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes?. Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar.”(Jo 11,33-34)

Jesus expressa sua autenticidade, impulsionado de profunda emoção. Expressa todo seu amor por Lázaro e por aquelas pessoas que estavam feridas pela dor da perda de quem amavam. Ele chorou... é o impulso que o leva a dar os próximos passos para clamar a intervenção do Pai naquele momento.

“Tomado novamente de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra...” (Jo 11,38ss)

Se o nosso coração é o ponto de encontro com o próprio Senhor, é dele que deve brotar a oração. Dado este primeiro passo, tudo é conseqüência e conseguimos assim, expressar o sentimento de profundo amor ou busca diante Daquele que tudo pode realizar, por amor a nós.

Lançar os olhos para o céu, deve ser para nós uma busca da Face Sagrada do Senhor. É um simples impulso do corpo, que anseia ver aquilo que o coração já está gritando: a presença e intervenção do Amado Senhor, em quem nossa alma confia e suspira de saudades.

“Levantando Jesus os olhos para o alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste...”

(Jo 11,41ss)

Quando, a partir do coração, o sentimento tomou conta de todo nosso corpo, a expressão vai além de um olhar para o céu, mas quer ser ouvida, quer anunciar esse sentimento de busca de todo ser. É o momento onde reconhecemos o quanto precisamos de Deus e que toda maravilha se realiza por Ele em nossa vida.

Temos como prova desse grito de reconhecimento diante de Deus, a oração de Maria: “Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador...” (Lc 1,46ss)

Maria, exulta em Deus... em seu grande momento de alegria, mas também em tempos de provação. E é pela provação que conseguimos mostrar o que realmente somos diante de Deus. Por menor que ela seja, os sentimentos do nosso coração, expressos nas nossas atitudes ou não, revelam quem realmente somos e assim, provamos para Deus – diante destes sentimentos e atitudes – todo amor que temos por Ele. Provamos também, até que ponto renunciamos a nossa vontade para que a Vontade de Deus aconteça, uma vez que Ele sabe (como Pai) o que é melhora a cada um de nós. E esta prova de amor dada por nós ao Pai é expressa através de nossa vida e de nossa oração autêntica. O Magnificat é a mais perfeita oração da alegria. Maria, cheia do Espírito Santo e cheia de Jesus em seu seio, exultou de alegria perante de Deus, reconhecendo-se pequena diante da grandiosidade de Deus. Seu coração estava cheio do mais puro sentimento e o Senhor se alegrou em Maria, no seu coração e na sua vida, fazendo dela sua morada, um Templo Santo, morada Do Salvador.

Que alegria é saber se colocar diante do Rei e preparar na morada do nosso coração, no nosso castelo interior uma habitação para Deus. Preparar o trono do Rei de nossas vidas e nos encontrar com esse Rei todos os dias para refletirmos diante de Sua sabedoria e para pedir aquilo que realmente nos é necessário, sem orgulho ou cobiça. Pedir somente aquilo que nos leva a amar mais. Quando pedimos algo a Deus das alturas de nosso orgulho e da nossa própria vontade, pedimos apenas o que nos convém e acabamos anulando a essência de Deus que é Amor e que só quer nosso bem. Não podemos continuar a colocar condições para amar a Deus. Ou seja, só amamos a Deus quando Ele nos dá o que queremos. Assim acabamos por nos tornar meros mercenários.

Quando nos dirigimos a Deus justificando nossos erros ou nos achando melhores ou maiores do que os outros, estamos mais nos distanciando de Deus do que criando vínculo de aliança eterna com O Amado. Seremos assim, eternos fariseus (cf.Lc 18,9-14). Ao contrário, irmãos amados e irmãs amadas, rasguemo-nos diante do Senhor, como quem somente quer receber amor e amar em plenitude, pois a oração é uma graça que só pode ser acolhida por Deus, diante de um coração humilde e pobre.

“É preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira.”

(São Gregório Nazianzeno)

A verdade é que nunca sabemos o que realmente precisamos, sempre queremos mais e mais e mais... Sem Deus, o homem é oco e tenta ser preenchido por tantas outras coisas inúteis e vazias que fazem da nossa vida uma jornada de busca e procura de satisfação pessoal em bens materiais e apegos terrestres.

Que possamos buscar sempre a Deus e assim, viver na Sua presença, e tudo nos será dado de acordo com nossas necessidades. (cf. Mt 6,33)

Paz oracional para teu coração!

Fonte: Comunidade Beatitudes

sábado, 2 de abril de 2011

Vinde a mim ... e encontrareis repouso para as vossas almas

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Frei Gabriel de Santa Maria Madalena, OCD





“Vinde a mim vós todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei... e encontrareis repouso para as vossas almas” (Mt 11,28-29). Jesus, que veio “para anunciar a boa nova aos pobres, anunciar aos prisioneiros a libertação... pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4,18), chama a si todos os homens e particularmente os que sofrem física e espiritualmente, os atormentados pelas dificuldades da vida: Cristo os consolará, restituir-lhes-á as forças, dar-lhes-á alívio e repouso.



Absorvidos por atividades desenfreadas, parecem os homens de hoje quase incapazes de recolhimento. Entretanto, tem seu espírito necessidade imensa de tréguas restauradoras. Não se trata de descanso preguiçoso, mas de repouso em solidão, silêncio, oração, condições indispensáveis para encontrar-se a si mesmos e encontrar-se com Deus. Convida, Jesus, e chama a este repouso, na maior intimidade:
“Vinde em lugar à parte e solitário e repousai um pouco” (Mc 6,31). Sem essa pausa, é ilusão pretender viver a mais elementar vida interior. Cada atividade, mesmo importante e urgente, deve estar dentro de certos limites, para deixar suficiente espaço à suprema atividade da oração. São, tais espaços, sagrados: não os podemos sacrificar sem ver definhar a vida espiritual. Cabe aqui a grande palavra de Jesus: “Procurai, em primeiro lugar, o Reino de Deus” (Lc 12,31). De certo modo, o Reino de Deus já está no coração do cristão, templo da Santíssima Trindade. Mas tal reino, não o podemos descobrir, sem momentos de evasão de tudo e de todos, para nos concentrar, em silêncio e solidão, na oração, diálogo íntimo e pessoal com Deus.



“Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo”
(Mt 6,6). Apoiando-se nesta exortação de Jesus, afirma o Concílio Vaticano II: “Embora chamado à oração em comum, deve também o cristão entrar em seu quarto, para rezar secretamente ao Pai” (SC 12). Certa forma de solidão, de retiro efetivo do ruído e das preocupações da vida, é indispensável à oração. A prece exige ouvidos atentos a Deus só, e língua para falar a Deus só. Seriam, porém insuficientes a solidão e o retiro materiais, sem recolhimento interior. Comentando a palavra do Senhor, diz João da Cruz: “Fechada a porta, isto é, tua vontade a todas as coisas, rezarás a teu Pai” (Cl 1,9). Não basta fechar a porta do quarto, cumpre fechar a vontade a todas as coisas: afazeres, preocupações, pensamentos, desejos, afetos; tudo deve dar lugar ao único pensamento de Deus; todas as dificuldades do homem devem estar livres para concentrar-se nele.

Santa Teresa de Jesus escreve: “Se, do nosso tempo, nos determinarmos a consagrar um pouco a Deus na oração, demos-lhe o pensamento livre e desocupado de tudo, generosamente, decididas a não lho tornar a pedir, por maiores trabalhos, contradições e securas que nos possam sobrevir” (Cm 23,2). Então pode o homem, efetivamente, encontrar-se com Deus e encontrar nele restauração para o espírito cansado, muitas vezes amargurado pelas dificuldades da vida. Pode alcançar, cada dia, no contato íntimo com Deus, luz e força para continuar o caminho, em plena coerência com o Evangelho. “Deus dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco. Os jovens se cansam e se afadigam, os adultos tropeçam e caem, mas os que contam com o Senhor renovam suas forças... correm sem se cansar, vão para frente sem se fatigar” (Is 40,29-31),.






Extraído de: Madalena, Gabriel de Sta. Maria. Intimidade Divina. São Paulo: Loyola, 1988, pp. 52-54.

O que você quer saber? Construções

Este espaço foi desenvolvido para que perguntas fossem respondidas pelo padre Dalmo. A primeira parte já foi respondida e constava de cinco perguntas. Para este final de semana aguardamos mais perguntas para que na segunda possamos postar as respostas.

Quero saber como e quando vão iniciar a construção da capela de são daniel comboni?? Pois Pe. Dalmo disse no inicio do ano que iriam começar em fevereiro, mais até agora ñ vejo nada começado!!! E por que a comunidade daniel comboni é tão esquecida, qual o motivo de não sair nenhum dia a via-sacra de lá??? Se todas as comunidades tem o direito de sair via-sacra a de daniel comboni tbm tem!!!E uma dica, o padre poderia se reunir com a comunidade e chamar pessoas pra começar a formar grupos, como por exemplo: Grupo de canto, liturgia, monitores de batismo, mais catequistas, coroinhas que ñ existem nenhum, grupo de jovens entre outros grupos, assim a comunidade cresceria mais e mais. O que o senhor Pe. Dalmo acha dessa dica????Muito obg pela atenção e desculpa por alguma palavra mal entendida, espero a resposta brevemente e que seja alguma coisa positiva!! Fiquem com Deus e com a virgem maria!!! E por favor lembre-se que existem a comunidade de daniel Comboni, apesar de ser pequena, existem muitos fiéis nela!!!

Padre Dalmo responde:

Caro (a) anônimo (a), para que eu possa servir melhor a Igreja, existem muitos planos e projetos que eu só poderia começar a realizar quando a Capela de São Daniel Comboni estiver construída. Então, você nem imagina o quanto eu desejo que esta capela esteja pronta logo! É verdade que falamos que começaria tudo em fevereiro, mas infelizmente não deu porque pensamos em fazer uma Igreja com estilo diferenciado das outras que temos aqui em Tibiri II (tenho o projeto comigo, inclusive. Se você quiser ver...) a arquiteta que encontramos só entregou o projeto no final de fevereiro, sendo consultada uma empresa de pré-moldados, o orçamento para a Igreja de São Daniel ficou fora das possibilidades de nossa realidade paroquial. Então firmamos um contrato com a SIGMA para uma estrutura como a da Igreja do Heitel Santiago (se voce for dizimista, vai receber uma cópia desse contrato nos próximos 15 dias, se nao for, procure alguem que seja). Só que não existem colunas e vigas prontas, eles levam um mes para fazer e para vir fixar, a duração do trabalho fica entre 30 e 50 dias (também vai estar na carta para os dizimistas). Mas nao sei se voce sabe, esse evento musical vai ser revertido para a comunidade São Daniel, as comunidades agora trabalham em regime de caixa comum para ajudar a obra de São Daniel. Então não concordo com essa história de "comunidade esquecida". Só para "Lembrar" porque acho que você "esqueceu", a primeira missa do ano foi celebrada lá em São Daniel, depois de uma procissao que saiu da praça do Frei Damião. E outra coisa, no dia 19 de março, eu completei um ano de sacerdócio e não celebrei em nenhum lugar a noite, porque pelo calendário da Paróquia, a missa era em São Daniel, pediram que eu desmarcasse para celebrar na Matriz e eu disse que honraria o calendário, mas chegando lá, só encontrei VANDILENE, "danda" que estava com uma criança. Então foi na comunidade que eu "esqueci" onde eu fui celebrar a missa de meu primeiro ano e o povo não compareceu. Sobre as via sacras, a questão não é sobre"direito à via Sacra" porque não vai sair nenhuma do Heitel Santiago, não vai sair nenhuma de São Pedro e São Paulo. Santa Isabel e Santo Amaro, não tem também nenhuma via sacra saindo de lá. Santa Ana está rezando por contra própria, mesmo com a que vai sair de lá, Guadalupe também, Sagrado Coração, Santa Isabel, Santo Amaro. Qualquer comunidade pode rezar sua via sacra. Você é muito desinformado (a). Sobre os grupos que voce pede: as equipes de liturgia estao sempre abertas para quem quiser entrar. Vai ser sempre bem vindo quem desejar ajudar. Quanto aos monitores de Batismo, só temos reunioes em Santo Amaro, Heitel, Sao Pedro e São PAulo, por isso, não temos monitores de Batismo nas demais comunidades, não tem encontros de formação para Batismo lá, só nas tres que citei. E vale lembrar que dona Lurdes é de São Daniel Comboni e está na equipe que atende seis comunidades para o Batismo. Ninguém é obrigado a ser coroinha. Quando as comunidades dizem que querem formar um grupo, como fizeram agora Menino Jesus e Jesus de Nazaré, cabe a mim dar todo o apoio necessário, mas não sou eu quem deve impor a necessidade de existencia de um grupo. Já na catequese, todas as comunidades tem seu próprio grupo de catequistas que deve participar das formações oferecidas pela paróquia. Em São Daniel, as catequistas e o conselho da comunidade optaram por colocarem as crianças em Santa Ana, não se deve à falta de catequistas lá, as questões são outras. Já o grupo jovem, nas missas faz um tempo que vem sendo anunciado um grupo que vai se reunir nas sextas feiras.  Esse grupo nasceu de uma iniciativa dos jovens da Matriz, Santa Ana tem um grupo, Heitel, Santo Amaro, creio que essas coisas não podem ser impostas às comunidades, devem nascer de iniciativas das próprias comunidades. E tem uma coisa, eu tenho certeza que nunca me omiti, nem neguei apoio a grupos que me apresentaram projetos. Quanto às dicas, não gosto muito de dicas, gosto de PROJETOS. PAra encerrrar, eu sei que a comunidade é pequena e tem fiéis, é uma ofensa muito séria ver todo o esforço que temos feito pelas comunidades e afirmar que eu estou discriminando comunidade a ou b por ser pequena, porque nao sei se voce lembra (acho que não) que eu sempre falo: "a prioridade nessa paróquia é a construção da capela de são daniel." Mas tudo bem 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Segundo Lote esgotado!


Os dois primeiros lotes dos ingressos para a apresentação musical do padre Dalmo, acompanhado da Banda Os Impossíveis, que será realizada no dia 29 de abril já estão esgotados. Hoje começamos a vender o último lote. Compre já o seu e não perca esse evento, carinhosamente chamado de O Bailão do Dalmão...Ingressos à venda na Secretaria da Paróquia.

O que você quer saber? Cinco primeiras perguntas respondidas pelo padre Dalmo


Este espaço no blog é para que algumas perguntas relativas ao andamento de nossa paróquia sejam respondidas. As cinco primeiras serão apresentadas agora. As demais que forem aparecendo, vao sendo respondidas em momentos oportunos. Participe!

1. Quando Padre Luiz Júnior chegou à Paróquia de São Pedro e São Paulo trouxe consigo o Estagiário Dalmo que hoje é padre da nossa Paróquia e o Seminarista Deivson. Ano passado Deivson não voltou, Dalmo foi ordenado padre e estavam aqui, os seminaristas Erasmo e Marcelo. Por qual motivo, este ano, não temos seminaristas na Paróquia?

Primeiramente, devemos deixar claro que a presença dos seminaristas muito edifica uma paróquia, mas esta ainda é uma paróquia que se estrutura para a vida diocesana, pois até 2009 esteve aos cuidados dos padres combonianos. A estrutura de vida das congregações é diferente. Então tudo até está se rearticulando, reorganizando, aos poucos, sem pressa, mas com precisão. Necessitaríamos muito da presença deles aqui. Mas nosso espaço físico ainda é pequeno para comportar mais pessoas. E para deixar os seminaristas pelas casas das famílias, cremos que não seja bom porque embora o povo se disponibilize com carinho, nós terminamos por alterar o cotidiano da família, até porque nossas atividades nunca tem horário certo. Dias terminam cedos, outros tarde e nós achamos por bem não importunar ninguém. Pretendemos resolver esse problema do espaço físico de nossa casa ainda esse ano para que no próximo ano possamos contar com a presença de seminaristas. Vale lembrar ainda que temos um estagiário e um candidato ao diaconato permanente: José Vitório e Cláudio Rocha, que muito contribuem com a ação evangelizadora de nossa paróquia.

2. Qual será o destino da Escola da Fé neste ano de 2011? E quais serão as outras iniciativas relativas à formação dos paroquianos?

No primeiro domingo de abril será anunciada a abertura de inscrições para a Escola da Fé. Esse modelo de escola da fé que adotamos aqui foi desenvolvido no tempo em que eu era seminarista em Caaporã, no ano de 2008, então está em vigor aqui desde 2009, mas agora, nestes primeiros meses passaram por uma revisão. A Escola da Fé é uma conquista e não pode ser deixada de lado. Então aguarde até domingo, dia 3 de abril. Teremos também após a Páscoa a volta da Pastoral dos Namorados, teremos um estudo sobre Maria e a Eucaristia no mês de maio. Muita coisa vem por aí. Só que as pessoas não podem reclamar de falta de oportunidade porque oferecemos um estudo sobre o Evangelho de Mateus e não aconteceu por falta de pessoas para comporem uma turma.

3. Nós observamos que na Via Sacra deste ano ocorreu uma mudança em relação aos dois últimos anos, como se justificam estas mudanças e quais são as próximas inovações que poderemos esperar a partir de agora?

A mudança foi simples. A via Sacra termina na comunidade de onde sairá na semana seguinte. Assim é uma forma de envolver mais as comunidades entre si. E também para que nós possamos desenvolver e aproveitar melhor a imagem da Via Sacra como caminhada para o Mistério da morte e Ressurreição do Senhor. Outras mudanças poderão ser sentidas na Semana Santa quando traremos de volta Ofícios que cairam no esquecimento bem como aspectos da liturgia que também foram esquecidos ou nao foram desenvolvidos. Teremos as Missões durante todo o período Pascal. No mais, a grande mudança vai acontecer nos horários de missa porque a partir do dia 25 de abril teremos um novo calendário de missas para toda a Paróquia São Pedro e São Paulo

4.  Como pode ser avaliado este período de dois anos que de trabalhos de sacerdotes da Arquidiocese em nossa Paróquia?

Na verdade, eu não creio que seja eu quem deva avaliar o que tem sido feito. Primeiramente é o povo quem deve dizer como se sente e como avalia. Depois, somente o futuro dirá como é que aquilo que agora plantamos contribuiu no processo de anúncio do Reino de Deus.

5. "Gostaria de saber o motivo daquela senhora ter subir ao altar com os olhos vendados para fazer o Evangelho na missa que comemorava 1 ano de sacerdocio do padre Dalmo.
Não houve nem a proclamação. Não entendi nada. Pq se ela queria fazer o Evangelho ela poderia ter entrado na procissão de entrada. E não na hora que entrou querendo ser o centro das atenções."

Para começar, houve a proclamação sim. Eu fiz tudo conforme se pede no início do Evangelho dizendo: "o Senhor esteja convosco" e eu conclui ao dizer "Palavra da Salvação".  Tenho uma ressalva muito séria em relação a comemorações porque a missa não comemorava meu primeiro ano de sacerdócio, era a missa do SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA. O Evangelho falava da transfiguração do Senhor. Os discípulos virao que o rosto de Jesus brilhava como o sol, só que ninguém pode ver o sol, logo, o Evangelho veio nos dizer que não devemos estar preocupados com o VER e sim com o OUVIR, foi isso, justamente que a voz vinda do céu falou: "Este é o meu FIlho amado, Nele coloquei todo o meu agrado, ESCUTAI O QUE ELE DIZ". Não importa ver, o importante é ouvir a voz de Jesus. Só que nosso povo, o povo católico tem a atenção desviada facilmente por qualquer coisa, é um celular que toca e tira voce da missa, etc. Então a melhor forma de chamar a atenção foi aquela, alguém que sem ver, pudesse proclamar o Evangelho! e de fato, ela não entrou na procissao de entrada porque foi pedido que ela só entrasse naquela hora e a intenção era chamar a atençao mesmo. Mas a sua pergunta me mostra que ainda temos muito que aprender quando o assunto é OUVIR a Palavra de Deus.


deixe suas perguntas e em breve estaremos respondendo

O Sacramento da Confissão

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Pio XII disse que o problema com o mundo hoje é que se perdeu o sentido do pecado. Por sua vez João Paulo II disse que o problema com o mundo hoje é que se perdeu o sentido de Deus. Hoje, somos rodeados por um humanismo secular que reduz o pecado àquilo que ofende ao outro. Todos enfrentamos a realidade do pecado em volta de nós e em nossas vidas. Todos precisamos conhecer a liberdade e a paz. A tensão é abundante no mundo hoje e muitos tendem ao egoísmo, ao orgulho, à rebelião, à teimosia. De fato, muitos vivem sem esperança.

Deus nos chamou a sermos santos, a conhecermos quem Ele é, Sua santidade, a conhecermos a santidade dos outros e a conhecermos a nossa própria santidade.

Há um processo de crescimento na vida espiritual pelo qual nós reconhecemos que pecado é pecado. O ideal é nunca extinguir a luz de Cristo em nós ou manchar nossa veste batismal com o pecado mas, a realidade é que fazemos isto.

Como sei que preciso ser reconciliado? Como saber quais são os meus pecados? Poderíamos pedir ao Espírito Santo para revelá–los a nós ou perguntar às pessoas com quem convivemos quais são eles. Para saber quando nos reconciliar precisamos conferir os sinais de derrapagem que podem ser evidentes em nossas vidas. Estes sinais são: usar linguagem vulgar; (quando geralmente nós não o fazemos); ser ríspido, irritado e facilmente levado à ira; não gostar de ir à Missa ou de ler a Sagrada Escritura (pode facilmente parecer árida – como a areia ou a poeira); ficar impaciente; ser egoísta; não ser gentil, não querer ajudar os outros; a consciência pára de perturbar, e não há percepção do pecado ( não sou tão ruim, sou OK); não querer comer ou dormir. Se alguns destes sinais estão presentes em sua vida, você precisa se reconciliar.

1 João 1, 8 – 9 nos diz que "se dizemos que não temos pecado, enganamo – nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade". A contrição é o começo e o coração da conversão. A contrição é uma clara e decisiva rejeição ao pecado cometido, junto com a resolução de não cometer o pecado outra vez, por causa do amor que a pessoa tem a Deus, que renasce com o arrependimento. A contrição e a conversão são até mais do que isto: uma aproximação da santidade de Deus. São a redescoberta da própria identidade da pessoa que foi prejudicada pelo pecado. É uma libertação no mais profundo de si mesmo, uma recuperação da alegria perdida, da alegria de ser salvo por Jesus.

Nada é mais pessoal e íntimo do que este sacramento no qual o pecador fica sozinho diante de Deus com o seu pecado, com arrependimento e confiança na misericórdia de Deus. No processo de conversão, deixamos de lado o pecado sério, e também o pecado venial; então trabalhamos para corrigir nossas faltas, nossas falhas, nossas imperfeições, porque até elas bloqueiam a verdadeiro reflexo de Jesus Cristo através de nós. Podemos lutar contra os nossos "pecados de todos os dias", com nossa humanidade, com a idéia de confessar e admitir o "meu pecado" diante do outro. Mas, se quisermos ficar curados e libertos, precisamos nos humilhar e dar os passos que levam à libertação: confissão, abandono do pecado, escolha do caminho da santidade, da bondade, da justiça. Aproximando–nos dele para receber o "abraço de Cristo" de boas –vindas, iremos desabrochar de novo no amor de Deus, em sua paz e alegria.

Recebendo o perdão, recebemos a cura de nosso ser interior, de nosso espírito, de nossa mente, de nossas emoções, até de nosso corpo. Mas, precisamos também perdoar; assim como recebemos o perdão de Deus, devemos perdoar a nós mesmos e aos outros. Quando nós recebemos a reconciliação, Deus não se lembra mais dos nossos pecados - acabou e eles foram embora. Muitas vezes parece mais difícil perdoar-nos a nós mesmos mas, em nome de Jesus isto pode ser feito. Oferecer reconciliação para o outro, perdoar para podermos ser perdoados é o caminho para a cura interior, libertação, cura das lembranças, das emoções e do corpo. Para sermos curados, precisamos dar permissão ao Senhor, não apenas para "limpar a casa", mas para nos libertar e sacudir a vida da graça dentro de nós. Para sermos curados e libertos, devemos reconhecer que Deus é Deus e não eu; precisamos decidir segui–lo fielmente.

Um santo é uma pessoa muito humana, em quem Jesus vive de novo. O amor de Deus e o amor dos outros estão indissoluvelmente ligados. A única maneira de provar que amamos a Deus é amarmos aqueles a quem Deus ama. A única maneira de provar que Deus está em nosso coração é mostrar constantemente o amor pelos outros em nosso vida. Quando caminhamos com o Senhor Jesus,em relacionamento íntimo com Ele, nem estando à frente dele nem atrás ou do lado de fora, caminhamos com o coração puro, com um coração limpo. Deixamos de lado todo o pecado por causa dele, para receber mais dele. Alguém quer ir confessar?

Vai e seja curado, seja renovado, seja santificado.
 


Pe. Peter Coughlin

Evangelho do dia 1 de abril


Aproximou-se dele um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: «O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes.» O escriba disse-lhe: «Muito bem, Mestre, com razão disseste que Ele é o único e não existe outro além dele; e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.» Vendo que ele respondera com sabedoria, Jesus disse: «Não estás longe do Reino de Deus.» E ninguém mais ousava interrogá-lo.

Amar a Deus e ao Próximo


"Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele" (1 Jo. 4, 16). Ora, Deus difundiu o seu amor em nos nossos corações, por meio do Espírito Santo, que nos foi dado (cf. Rm. 5, 5). Sendo assim, o primeiro e mais necessário dom é o amor, com que amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos como concretização do amor a Deus. Para que este amor, como boa semente, cresça e frutifique na alma, cada fiel deve ouvir de bom grado a palavra de Deus. Nesta terceira semana da Quaresma, a centralidade está na purificação de nossos ouvidos, não como quem apenas escutou, mas de maneira mais profunda, Jesus nos convida a observar os mandamentos e tranformá-los em carne na nossa vida. É ouvindo a Palavra de Deus, a guardando no coração, e a colocando no mundo por meio do testemunho de amor para com todos que demonstramos toda nossa fé no Deus que nos remiu. Somos chamados a cumprir, com a ajuda da graça, a Sua vontade, participar frequentemente nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia, e nas funções sagradas, dando-se continuamente à oração, à abnegação de si mesmo, ao serviço efetivo de seus irmãos e a toda a espécie de virtude; pois o amor, vínculo da perfeição e plenitude da lei (cf. Cl. 3, 14; Rm. 13, 10), é que dirige todos os meios de santificação, os informa e leva a seu fim. É, pois, pelo amor para com Deus e o próximo que se caracteriza o verdadeiro discípulo de Cristo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O QUE VOCÊ DESEJA SABER?

Amanhã pela manhã, o Blog estará postando respostas do padre Dalmo para muitas perguntas que já foram feitas sobre diversos temas que dizem respeito à vida da Paróquia. Você pode participar deixando aqui sua pergunta.