Mt 5,1-12
Quando Jesus viu aquelas multidões, subiu um monte e sentou-se. Os seus discípulos chegaram perto dele, e ele começou a ensiná-los. Jesus disse: - Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas.
- Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará.
- Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido.
- Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas.
- Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas.
- Felizes as pessoas que têm o coração puro, pois elas verão a Deus. - Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos.
- Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é delas. - Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
As Bem - Aventuranças
O Antigo Testamento diz que na montanha sagrada, Deus entregou as tábuas da Lei a Moisés, esta era o meio para que o povo pudesse alcançar a plena harmonia com Deus. Todavia, esta Lei que deveria ser instrumento de libertação terminou sendo usada de maneira errada criando e fortalecendo uma elite religiosa, uma casta de eleitos, além de uma terrível estrutura econômica em torno do Templo. Esta deturpação da Lei se tornou extremamente opressora e excludente para o povo. Os trabalhadores empobrecidos, em condições precárias de vida, não tinham condições de observar os inúmeros preceitos da Lei, sendo considerados "pecadores", e ficavam em débito com os códigos de purificação a serem cumpridos no Templo de Jerusalém, mediantes ofertas e sacrifícios. Por outro lado, as elites religiosas e econômicas vinculadas ao Templo e às sinagogas, cumprindo estes códigos, se consideravam "puras", "justas", e "santas".
Agora, Jesus, na montanha proclama as bem-aventuranças como o caminho da libertação e do amor para ser o fermento da transformação do mundo. As bem-aventuranças não têm o mesmo caráter que os mandamentos. Elas são um convite e uma proposta de vida nova, na prática da justiça que conduz à paz (cf. primeira leitura). Priorizando o direito à vida plena, conforme a vontade do Pai, Jesus empenha-se em remover as cadeias da lei injusta e opressora. Realiza-se o anúncio de Maria em seu cântico por ocasião de sua prima Isabel, ambas grávidas de seus filhos: "Deus agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso. Depôs os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Cumulou de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias" (Lc 1,51-53).
As bem- aventuranças - Parte II
Lucas, no seu evangelho, apresenta quatro bem-aventuranças para os pobres contrastando com quatro lamentações sobre os ricos (Lc 6,20-26). A esperteza, a ambição da riqueza, a sede de poder na acumulação de bens, que são a "sabedoria" deste mundo, são na realidade loucura e perdição diante de Deus; por sua vez, os pobres que se reúnem fraternalmente nas comunidades dos discípulos de Jesus encontram a vida em abundância, em comunhão com Deus (segunda leitura). Os pobres encontram seu espaço nas novas comunidades onde se vive a partilha. Os que choram passam a sorrir no novo convívio fraterno. Os mansos cativam os corações aproximando-os entre si. Os que têm fome e sede de justiça clamam e questionam a sociedade opressora, exploradora e excludente, empenhando-se na construção de uma nova sociedade, justa e fraterna. Os misericordiosos, cheios de compaixão, libertam aqueles que têm uma consciência carregada de culpabilidade, moldada sob a ideologia do sistema opressor. Os de coração puro são sensíveis a tudo o que há de bom e digno nos irmãos, valorizando a cada um, sem nenhuma discriminação. Os pacíficos se empenham na construção de um mundo livre da ambição e da violência daqueles que, seduzidos pela acumulação de riquezas, fazem a guerra e tiram o alimento dos pobres para transformá-lo em armas de destruição maciça. A prática libertadora do amor subverte a ordem dos ricos poderosos e violentos. Quem assume esta prática fica sob a ameaça da perseguição e da difamação. E muitos foram os que tiveram suas vidas imoladas por sua solidariedade com os empobrecidos, humilhados e explorados. Porém a alegria de unir sua vida com a vida de todos, em comunhão de vida com o Pai, é eterna.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Eu conheço esse Homem!
Um casal de ateus tinha uma filha e jamais havia dito sequer uma palavra de Deus para a criança.
Uma noite, quando a menina contava com seus 5 anos de idade, em meio a uma briga, o pai atirou na mãe, na frente da criança, e depois se matou. A menina assistiu a tudo!
Após a tragédia, ela foi mandada para um orfanato. A senhora que tomava conta do orfanato era cristã, muito devota, e “apresentou” Deus para a criança. No primeiro dia da catequese a senhora, informando à professora que a menina nunca ouvira falar sobre Jesus Cristo, pediu-lhe que tivesse paciência com ela.
A catequista, então, mostrando uma foto de Jesus ás crianças, questionou: - Alguém sabe me dizer quem é este?
E a menina levantou a mãozinha e disse:
- Eu conheço, é o homem que estava me segurando no colo no dia que meus pais morreram.
Quantas vezes Ele também fez esse gesto por você?
Uma noite, quando a menina contava com seus 5 anos de idade, em meio a uma briga, o pai atirou na mãe, na frente da criança, e depois se matou. A menina assistiu a tudo!
Após a tragédia, ela foi mandada para um orfanato. A senhora que tomava conta do orfanato era cristã, muito devota, e “apresentou” Deus para a criança. No primeiro dia da catequese a senhora, informando à professora que a menina nunca ouvira falar sobre Jesus Cristo, pediu-lhe que tivesse paciência com ela.
A catequista, então, mostrando uma foto de Jesus ás crianças, questionou: - Alguém sabe me dizer quem é este?
E a menina levantou a mãozinha e disse:
- Eu conheço, é o homem que estava me segurando no colo no dia que meus pais morreram.
Quantas vezes Ele também fez esse gesto por você?
Fonte: Igreja Hoje
sábado, 29 de janeiro de 2011
Dom Aldo celebra missa de corpo de presente de Padre João Andriola.
Corpo do Padre João é velado na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Dom Aldo iniciou a celebração agradecendo aos presentes pela presença na despedida do Padre João e destacou a vida dedicada ao sacerdócio de Andriola. A igreja estava lotada de fiéis de todos os cantos do estado. A celebração contou ainda com a participação de vários padres paraiabanos.
O Sacerdote João Andriola
Nascido em Cajazeiras, terra do padre Rolim, a 23 de novembro de 1934, João Cartaxo Andriola, tinha76 anos, e era filho de Fancisco Ferreira Andriola e Ana Otília Cartaxo Andriola.
Fez o Curso primário, no Grupo Escolar Monsenhor Milanez, em Cajazerias; os cursos Ginasial e Colegial no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa. Também fez os cursos de Filosofia e Teologia no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, à época em que foram reitores Dom Manuel Pereira da Costa e Dom Luís Gonzaga Fernandes.
Padre João, como ele era mais conhecido, ordenou-se sacerdote em 12 de janeiro de 1964, por Dom Zacarias Rolim de Moura, na Catedral Nossa Senhora da Piedade, em Cajazeiras, tendo completado este ano 47 anos de sacerdócio. Foi designado vigário da cidade de Santa Cruz, na Paraíba. Ali, onde fundou o ginásio Comercial Paulo VI, primeiro e único do município, de cujo educandário foi o primeiro diretor.
Depois foi, interinamente, vigário da cidade de Jericó, no período de 1968/69, em substituição ao sacerdote espanhol, Padre Jerônimo, que teve de viajar a sua terra natal. Naquela cidade, deu continuidade à construção do Ginásio Comercial Nossa Senhora dos Remédios.
No período de 1969/72, foi vigário na cidade de Ibiara, Sertão paraibano. Ali fundou o Ginásio Comercial Pe. Manoel Otaviano, do qual, também foi o primeiro diretor. Fundou a Maternidade e o Ambulatório São Vicente de Paula, transformado em Hospital; fundou o Centro Educativo Professora Edvierges Arruda, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Sociedade São Vicente de Paula, entidade que tem por objetivo ajudar a pessoas carentes; fundou, ainda, a Biblioteca Municipal, além do Clube de Jovens de Ibiara.
Ao ensejo da seca de 1970, prestou assistência aos flagelados desse e de outro municípios vizinhos, conseguindo frente de trabalho, através da Sudene; roupas e alimentos através da Cáritas Diocesana.
Padre João Andriola foi agente de Mobilização (Relações Públicas) do Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), no Estado da Paraíba, entre 1972/80, a convite do então presidente do Mobral/PB, Juarez César de Carvalho. Por essa razão, foi transferido para João Pessoa. Durante esse tempo foi vigário cooperador da Catedral de Nossa Senhora das Neves e Capelão das Igrejas Nossa Senhora das Mercês, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Penha.
Atualmente era vigário auxiliar da Paróquia, para onde chegou a mobilizar mais de três mil pessoas para a tradicional Missa de Cura, que acontece todos os primeiros sábados de cada mês, às 15h.
Da Redacão
WSCOM Online
WSCOM Online
Nota de Falecimento pela morte do Padre João Cartaxo Andriola.

Com pesar a Arquidiocese da Paraíba comunica o falecimento do Padre João Cartaxo Andriola, de 76 anos de idade, vítima de um infarto fulminante.
O velório está sendo realizado na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, situada na Rua Prof. Emílio de Araújo Chaves, s/n – Altiplano, João Pessoa (PB), local onde exercia seu ministério pesbiteral.
Pe. João Cartaxo Andriola nasceu em 23 de novembro de 1934 e foi ordenado sacerdote no dia 12 de janeiro de 1965.
A Celebração Eucarística seguida do féretro será realizada às 10h do sábado, dia 29, seguindo-se ao Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa (PB).
Por este ato de solidariedade humana e fé cristã, a Arquidiocese e a família agradecem.
O velório está sendo realizado na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, situada na Rua Prof. Emílio de Araújo Chaves, s/n – Altiplano, João Pessoa (PB), local onde exercia seu ministério pesbiteral.
Pe. João Cartaxo Andriola nasceu em 23 de novembro de 1934 e foi ordenado sacerdote no dia 12 de janeiro de 1965.
A Celebração Eucarística seguida do féretro será realizada às 10h do sábado, dia 29, seguindo-se ao Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa (PB).
Por este ato de solidariedade humana e fé cristã, a Arquidiocese e a família agradecem.
Fonte: PASCOM
http://www.arquidiocesepb.org.br/index.php?arqui=pages/noticia&cod_noticia=%20105
Perseverança
Onde está aquele fervor do início?
Como é bom encontrar pessoas entusiasmadas porque tiveram uma "trombada" com Jesus. Mal comparando, é como o encontro com aquela pessoa que você ama, aquela paquera, o início do namoro, aquele primeiro beijo. Você acorda pensando na pessoa, dorme pensando nela, não pode perder a oportunidade de encontrá-la novamente. O coração vai da barriga à garganta, bate forte.
O encontro com Jesus é assim, um impacto em nossa vida. Não vemos a hora de encontrá-Lo na Eucaristia, de ir ao grupo de oração ou de jovens. Passamos horas lendo a Bíblia e em adoração, queremos que todas as pessoas que conhecemos experimentem o mesmo. Deus está tão próximo de nós que a sensação é de que estamos experimentando o céu, andando nas nuvens. É a manifestação do amor de Deus em nós, a maravilhosa ação do Espírito Santo, a qual não conseguimos explicar em palavras, como diz São Paulo "gemidos inefáveis (inexplicáveis)" (cf. Rom 8, 28).
Tudo isso é necessário para uma relação de amor e de entrega a Deus, no entanto, todo relacionamento amadurece e passa pela prova do tempo. Um namoro e também um casamento (aliança) são feitos de presença e ausência, de consolações e desertos.
Digo isso porque não poucas pessoas que começaram na fé comigo hoje viraram as costas para Deus. E me pergunto: Por onde andam? Onde está aquele fervor do início? O que fizeram com as juras de amor a Jesus quando viveram aquela forte experiência com Ele?
Aprendi que o segredo de uma caminhada em Deus está em uma palavra que faz toda a diferença: Perseverança.
Este "apaixonamento" por Jesus vai amadurecer, as provas virão, o deserto vai acontecer. Os arrepios e as sensações do início desaparecerão e, entrar em oração com Deus será uma batalha interior. Pessimismo? Não, realidade. Porque fé não é feita de sensações, mas sim, de convicção.
Deus não irá "blindá-lo" das tentações e das quedas na sua caminhada. Mas Ele não está interessado em sua queda, e sim em sua capacidade de se levantar, não importa quantas vezes isso ocorra. Perseverança significa "não importa o que acontecer, eu não vou desistir de Deus", tendo a consciência de que Ele jamais desistirá de mim.
Se você se encontrou com Jesus agora, saboreie mesmo este tempo, deixe-O transformar a cada dia sua vida. Sinta o amor de Deus por você, deixe que o "homem velho" e as coisas antigas morram, mas lembre que você está entrando numa guerra. Pode ser que, nesta sua nova caminhada, você perca algumas batalhas, mas não é o fim. Levante-se, confesse sua queda, entre mais uma vez na batalha e a vitória se dará pela sua perseverança.
Jesus disse que a palavra que cai na terra boa "são os que ouvem a Palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança" (Lucas 8,15).
E aí? Vai perseverar?
O encontro com Jesus é assim, um impacto em nossa vida. Não vemos a hora de encontrá-Lo na Eucaristia, de ir ao grupo de oração ou de jovens. Passamos horas lendo a Bíblia e em adoração, queremos que todas as pessoas que conhecemos experimentem o mesmo. Deus está tão próximo de nós que a sensação é de que estamos experimentando o céu, andando nas nuvens. É a manifestação do amor de Deus em nós, a maravilhosa ação do Espírito Santo, a qual não conseguimos explicar em palavras, como diz São Paulo "gemidos inefáveis (inexplicáveis)" (cf. Rom 8, 28).
Tudo isso é necessário para uma relação de amor e de entrega a Deus, no entanto, todo relacionamento amadurece e passa pela prova do tempo. Um namoro e também um casamento (aliança) são feitos de presença e ausência, de consolações e desertos.
Digo isso porque não poucas pessoas que começaram na fé comigo hoje viraram as costas para Deus. E me pergunto: Por onde andam? Onde está aquele fervor do início? O que fizeram com as juras de amor a Jesus quando viveram aquela forte experiência com Ele?
Aprendi que o segredo de uma caminhada em Deus está em uma palavra que faz toda a diferença: Perseverança.
Este "apaixonamento" por Jesus vai amadurecer, as provas virão, o deserto vai acontecer. Os arrepios e as sensações do início desaparecerão e, entrar em oração com Deus será uma batalha interior. Pessimismo? Não, realidade. Porque fé não é feita de sensações, mas sim, de convicção.
Deus não irá "blindá-lo" das tentações e das quedas na sua caminhada. Mas Ele não está interessado em sua queda, e sim em sua capacidade de se levantar, não importa quantas vezes isso ocorra. Perseverança significa "não importa o que acontecer, eu não vou desistir de Deus", tendo a consciência de que Ele jamais desistirá de mim.
Se você se encontrou com Jesus agora, saboreie mesmo este tempo, deixe-O transformar a cada dia sua vida. Sinta o amor de Deus por você, deixe que o "homem velho" e as coisas antigas morram, mas lembre que você está entrando numa guerra. Pode ser que, nesta sua nova caminhada, você perca algumas batalhas, mas não é o fim. Levante-se, confesse sua queda, entre mais uma vez na batalha e a vitória se dará pela sua perseverança.
Jesus disse que a palavra que cai na terra boa "são os que ouvem a Palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança" (Lucas 8,15).
E aí? Vai perseverar?
Daniel Machado
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Oi Jesus, é o Zé
Ao meio dia, um pobre velho entrava no templo e, poucos minutos depois, saía.
Um dia, o sacristão perguntou-lhe o que vinha fazer, pois havia objetos de valor no templo.
Venho orar, respondeu o velho.
Mas é estranho que você consiga orar tão depressa? disse o sacristão.
Bem, retrucou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas. Mas, diariamente, ao meio dia eu entro neste templo e só falo: "Oi Jesus, é o Zé." Em um minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que ele me ouve.
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado em um hospital. Na enfermaria passou a exercer uma grande influência sobre todos. Os doentes mais tristes se tornaram alegres, e muitas pessoas arrasadas passaram a ser ouvidas.
Disse-lhe um dia a irmã: os outros doentes falam que foi você quem mudou tudo aqui na enfermaria. Eles dizem que você está sempre tão alegre...
É verdade irmã, estou sempre alegre. É por causa daquela visita que recebo todos os dias, me trazendo felicidade.
A irmã ficou atônita, já notara que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Ele era um velho solitário.
Que visita? A que horas?
Diariamente, ao meio dia, respondeu o Zé com um brilho nos olhos, Ele vem, fica ao pé da cama. Quando olho para ele, sorri e diz.
"OI ZÉ, É O JESUS!"
OBS.: Não importa o tamanho da oração mas sim a comunhão que através dela temos com Deus.
Um dia, o sacristão perguntou-lhe o que vinha fazer, pois havia objetos de valor no templo.
Venho orar, respondeu o velho.
Mas é estranho que você consiga orar tão depressa? disse o sacristão.
Bem, retrucou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas. Mas, diariamente, ao meio dia eu entro neste templo e só falo: "Oi Jesus, é o Zé." Em um minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que ele me ouve.
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado em um hospital. Na enfermaria passou a exercer uma grande influência sobre todos. Os doentes mais tristes se tornaram alegres, e muitas pessoas arrasadas passaram a ser ouvidas.
Disse-lhe um dia a irmã: os outros doentes falam que foi você quem mudou tudo aqui na enfermaria. Eles dizem que você está sempre tão alegre...
É verdade irmã, estou sempre alegre. É por causa daquela visita que recebo todos os dias, me trazendo felicidade.
A irmã ficou atônita, já notara que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Ele era um velho solitário.
Que visita? A que horas?
Diariamente, ao meio dia, respondeu o Zé com um brilho nos olhos, Ele vem, fica ao pé da cama. Quando olho para ele, sorri e diz.
"OI ZÉ, É O JESUS!"
OBS.: Não importa o tamanho da oração mas sim a comunhão que através dela temos com Deus.
Fonte: Igreja Hoje
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A juventude é o maior tesouro da humanidade.
Em que estado ela se encontra?

"Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois isso é justo" (Ef 6,1).
A juventude é chamada de "a flor da idade", porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, muitos jovens estão sofrendo em nossos dias, porque não sabem o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.
Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.
O maior tesouro da humanidade é a sua juventude. No entanto, em que estado ela se encontra? A quantas anda este tesouro de carne e espírito? Tenho-o visto desprezado, entregue às drogas, ferido pelas armas, destruído pelo álcool, carente de amor e de vida. Que belo tesouro desvalorizado!
O jovem não tem o direito de abandonar-se ou deixar sua vida se estragar; pois ele é a mais bela obra do Criador. Muitos já perderam o magnífico sentido da vida, mas Deus tem um plano e uma vontade para a vida de cada um.
Leia esta estória:
Havia, na Índia, um sábio que desvendava os mistérios da vida das pessoas; ele era assiduamente procurado. Certa vez, um jovem desconfiado e ousado, quis testar a sabedoria do velho sábio. Pegou um passarinho vivo, escondeu-o atrás do corpo e se apresentou diante do homem de cabelos e barbas já brancos.
- O senhor é sábio mesmo?
- Dizem que eu sou.
- Então, responda-me: o que eu tenho em minhas mãos?
- Deve ser um pássaro; jovens como você gostam muito de caçar os pássaros.
- É verdade, o senhor acertou! Parece que é sábio mesmo. Mas me diga, o pássaro está vivo ou está morto?
O sábio agora estava numa situação difícil; se ele dissesse que o passarinho estava morto, o jovem o soltaria a voar; se dissesse que estava vivo, o jovem o mataria em suas mãos sem que o sábio o notasse. Uma cilada de mestre!
- Então, senhor sábio, o passarinho está vivo ou está morto? Responda-me. O senhor não é sábio?
O velho abaixou a cabeça e pensou um pouco.
Depois respondeu ao jovem:
- Depende de você!
Pensativo e cabisbaixo o jovem foi se afastando e, ao longe, olhando para o velho, soltou o passarinho e começou a chorar.
Você jovem tem um passarinho dentro de você. Matá-lo ou deixá-lo viver depende exclusivamente de você, pois você recebeu o dom mais precioso deste mundo: a liberdade. Este pássaro de ouro, que é sua vida, criada à imagem e semelhança de Deus, está em suas mãos. Eu lhe pergunto: o que você vai fazer dela? Depende de você! A vida é sua e de mais ninguém. É o único dom que de fato é inteiramente seu. O resto é seu, mas está fora de você. Não culpe ninguém pela vida que você está levando.
Paul Claudel, um teatrólogo francês convertido, disse que "o jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio". Só Cristo pode dar ao jovem o máximo. Jesus lhe revela a sua beleza e o seu valor; Ele lhe mostra a grandeza de ser “filho amado de Deus”.
O jovem cristão, como já foi dito, deve honrar os seus pais, como ensina o quarto mandamento; deve ser fiel a seus amigos e irmãos, estudar e trabalhar, nunca perder tempo e jamais jogar a vida fora com coisas vazias. Terá que descansar e pode se divertir, mas de maneira saudável, sem pecar, sem fazer do prazer um fim, mas apenas um meio de descansar e poder viver bem fazendo o bem aos outros.
É na juventude que Deus nos chama a um encontro pessoal com Ele. Para alguns será um chamado para a vida sacerdotal ou religiosa, vivendo no celibato e entregando a sua vida radicalmente a Deus a serviço do seu Reino. Não existe nada mais belo para um jovem do que a vocação sacerdotal. Sem o sacerdote não há Igreja, não há perdão sacramental dos pecados, não há Eucaristia, não há salvação.
O jovem cristão é também um evangelizador; especialmente sendo exemplo no meio de seus amigos, sem ter vergonha de sua fé e de sua Igreja. Hoje é difícil dar testemunho de Jesus, viver como a Igreja ensina, rejeitando o sexo fora e antes do casamento; fugindo das diversões perigosas e de todo pecado; mas, quanto mais isso for difícil, mais necessário será para a sociedade voltar para Deus. O jovem precisa conhecer a doutrina católica, ler e estudar o Catecismo para saber dizer a seus parentes e amigos qual a sua esperança e as razões de sua fé.
A juventude é chamada de "a flor da idade", porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, muitos jovens estão sofrendo em nossos dias, porque não sabem o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.
Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.
O maior tesouro da humanidade é a sua juventude. No entanto, em que estado ela se encontra? A quantas anda este tesouro de carne e espírito? Tenho-o visto desprezado, entregue às drogas, ferido pelas armas, destruído pelo álcool, carente de amor e de vida. Que belo tesouro desvalorizado!
O jovem não tem o direito de abandonar-se ou deixar sua vida se estragar; pois ele é a mais bela obra do Criador. Muitos já perderam o magnífico sentido da vida, mas Deus tem um plano e uma vontade para a vida de cada um.
Leia esta estória:
Havia, na Índia, um sábio que desvendava os mistérios da vida das pessoas; ele era assiduamente procurado. Certa vez, um jovem desconfiado e ousado, quis testar a sabedoria do velho sábio. Pegou um passarinho vivo, escondeu-o atrás do corpo e se apresentou diante do homem de cabelos e barbas já brancos.
- O senhor é sábio mesmo?
- Dizem que eu sou.
- Então, responda-me: o que eu tenho em minhas mãos?
- Deve ser um pássaro; jovens como você gostam muito de caçar os pássaros.
- É verdade, o senhor acertou! Parece que é sábio mesmo. Mas me diga, o pássaro está vivo ou está morto?
O sábio agora estava numa situação difícil; se ele dissesse que o passarinho estava morto, o jovem o soltaria a voar; se dissesse que estava vivo, o jovem o mataria em suas mãos sem que o sábio o notasse. Uma cilada de mestre!
- Então, senhor sábio, o passarinho está vivo ou está morto? Responda-me. O senhor não é sábio?
O velho abaixou a cabeça e pensou um pouco.
Depois respondeu ao jovem:
- Depende de você!
Pensativo e cabisbaixo o jovem foi se afastando e, ao longe, olhando para o velho, soltou o passarinho e começou a chorar.
Você jovem tem um passarinho dentro de você. Matá-lo ou deixá-lo viver depende exclusivamente de você, pois você recebeu o dom mais precioso deste mundo: a liberdade. Este pássaro de ouro, que é sua vida, criada à imagem e semelhança de Deus, está em suas mãos. Eu lhe pergunto: o que você vai fazer dela? Depende de você! A vida é sua e de mais ninguém. É o único dom que de fato é inteiramente seu. O resto é seu, mas está fora de você. Não culpe ninguém pela vida que você está levando.
Paul Claudel, um teatrólogo francês convertido, disse que "o jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio". Só Cristo pode dar ao jovem o máximo. Jesus lhe revela a sua beleza e o seu valor; Ele lhe mostra a grandeza de ser “filho amado de Deus”.
O jovem cristão, como já foi dito, deve honrar os seus pais, como ensina o quarto mandamento; deve ser fiel a seus amigos e irmãos, estudar e trabalhar, nunca perder tempo e jamais jogar a vida fora com coisas vazias. Terá que descansar e pode se divertir, mas de maneira saudável, sem pecar, sem fazer do prazer um fim, mas apenas um meio de descansar e poder viver bem fazendo o bem aos outros.
É na juventude que Deus nos chama a um encontro pessoal com Ele. Para alguns será um chamado para a vida sacerdotal ou religiosa, vivendo no celibato e entregando a sua vida radicalmente a Deus a serviço do seu Reino. Não existe nada mais belo para um jovem do que a vocação sacerdotal. Sem o sacerdote não há Igreja, não há perdão sacramental dos pecados, não há Eucaristia, não há salvação.
O jovem cristão é também um evangelizador; especialmente sendo exemplo no meio de seus amigos, sem ter vergonha de sua fé e de sua Igreja. Hoje é difícil dar testemunho de Jesus, viver como a Igreja ensina, rejeitando o sexo fora e antes do casamento; fugindo das diversões perigosas e de todo pecado; mas, quanto mais isso for difícil, mais necessário será para a sociedade voltar para Deus. O jovem precisa conhecer a doutrina católica, ler e estudar o Catecismo para saber dizer a seus parentes e amigos qual a sua esperança e as razões de sua fé.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ambição e ganância - Sentimentos movidos pela insatisfação
É muito interessante observar as crianças: já prestou atenção quando elas ganham um brinquedo? Aquele sonho de meses ou até anos, em pouco tempo se desfaz quando elas ganham o tão sonhado presente. A satisfação de ganhar, rapidamente se transforma numa nova insatisfação e, logo, elas almejam um novo objeto.
Nesse sentido, filósofos indicam que o homem insatisfeito é aquele que tem a capacidade de provocar mudanças ao seu redor. A insatisfação é uma condição humana que faz parte da evolução do homem. Vale aqui fazer uma distinção entre ambição e ganância, pois muitos podem pensar que querer algo mais se trata de ganância. O ambicioso constrói, ao passo que o ganancioso destrói. A ambição pertence às qualidades do homem; a ganância, a seus defeitos.
Imagine um casal, no qual uma das partes, satisfeita com a conquista, se esqueça de cuidar, de amar, de dar atenção: é como se, satisfeitos com aquilo que já têm, não continuem a dar atenção ao relacionamento e, aos poucos, deixem-no morrer. Um homem satisfeito com seu trabalho faz apenas aquilo que lhe é dado e, muitas vezes, não se lança ao novo.
Pensando nos jovens, é sadio imaginar que, nessa fase da vida, eles querem mais, querem fazer diferente ou mudar e melhorar aquilo que são. O que não é bom, nesse caso, é um jovem que não tem perspectivas ou que nada quer para sua vida.
Pensando nos jovens, é sadio imaginar que, nessa fase da vida, eles querem mais, querem fazer diferente ou mudar e melhorar aquilo que são. O que não é bom, nesse caso, é um jovem que não tem perspectivas ou que nada quer para sua vida.
Devemos ter cuidado com a ansiedade gerada por nossa insatisfação, pois com ela, surgem sentimentos em nós como o autodesprezo, a diminuição de nossas habilidades ou o sofrimento, quando não conquistamos nossos projetos. Quando a ansiedade nos abraça passamos a gerar queixas e mais queixas com o objetivo de abandonar esse sentimento. Essa situação pode ocorrer, mas conforme o tempo passa, chega a frustração, situação que se torna até mais difícil de administrar dentro de nós.
Uma forma para observarmos e nos relacionarmos com a insatisfação humana é fazermos uma conta: qual a distância existente entre a ambição e a ganância?
Vale lembrar que estar insatisfeito é buscar o diferente, buscar a mudança naquilo com o qual não concordamos ou que poderia ser diferente. Porém, a ambição pode ser considerada um sentimento positivo se pensarmos que ela favorece o crescimento e a superação em todas as dimensões de nossa vida.
Percebe como tanto o ganancioso quanto o ambicioso são insatisfeitos? A diferença é a forma como cada um canaliza e trabalha com seus desejos. O ambicioso quer chegar lá para se realizar e compartilhar, enquanto o ganancioso quer chegar primeiro para pegar a parte maior e não ter que repartir. Podemos chegar à conclusão de que ambição faz parte das qualidades do homem, já a ganância pertence aos seus defeitos. Quando não temos o equilíbrio necessário é que nos vemos envolvidos com o sentimento de ganância, ou seja, o querer cada vez mais para nós em detrimento dos outros, o que não é saudável, pois “anulamos” o outro neste nosso desejo que querer sempre mais.
E você? Como tem lidado com a insatisfação em sua vida?
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