terça-feira, 9 de novembro de 2010

A partir das 18:00

Compareça, prestigie, participe do I FESTIVAL DE DANÇAS CRISTÃS da Paróquia S. Pedro e S. Paulo e convidados. Você é chamado a participar conosco dessa evangelização cristã por meio da expressão corporal. 
O evento contará com a participação de 10 ministerios.


Deus abençoe.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Existem tantas coisas pelas quais sermos gratos. Pássaros cantando, borboletas adejando, o sol derramando sua energia sobre a terra, árvores e a sombra que elas nos dão, nuvens, por sua beleza e por sua chuva, a generosidade da Mãe Natureza que alimenta nossos corpos físico, emocional e espiritual, crianças brincando, o amor de nossos amigos, os confortos da vida moderna, o frescor da brisa, etc., etc. Poderíamos continuar indefinidamente com a lista das coisas pelas quais sermos gratos.

Mas mesmo assim, cercados por toda esta beleza e amor, levamos nossos dias na correria, sem parar para agradecer por tudo isto. Quantas vezes passamos por um lindo arbusto de jasmim (ou de lilases, ou de rosas) e damos graças por sua beleza cheia de cores e de aromas? Quantas vezes levantamos nossos olhos para o céu e damos graças e louvor pela vida e pela energia que o sol nos dá? Será que tomamos como certo estas coisas de tal maneira que nem ao menos as vemos mais?

Nós tomamos como certo nossa parafernália moderna, como telefones, descarga nos banheiros, computadores, máquinas de fax, televisão, geladeira, etc. Quantas vezes paramos para sentir gratidão por termos um "refrigerador" que não precisa ser carregado com pesados blocos de gelo para conservar nossas verduras frescas? Paramos para pensar nos caminhos maravilhosos que os telefones, os fax, os computadores e a internet abrem para nós? Todas estas coisas tornaram-se parte integrante de nossas vidas. Somos gratos por elas? Ou simplesmente as tomamos como certo?

E os carros? Sentimos e expressamos nossa gratidão pelo transporte e o conforto que eles nos proporcionam? E lembramo-nos do nosso veículo humano, nosso corpo? Agradecemos ao corpo físico que nos carrega pela vida? Será que o tratamos com respeito e com amor? Damos a ele o melhor da nossa atenção e cuidado? Será que damos a ele os melhores alimentos para que ele continue a nos servir bem? Ou nós o levamos ao extremo de seus limites, alimentando-o inapropriadamente, não o deixando descansar, e depois nos perguntamos porque ele está começando a "falhar" e a "dar defeito"?

Somos gratos pelo emprego que temos, pelos clientes que nos procuram, pelo dinheiro que recebemos? Sentimos e expressamos realmente nosso agradecimento, ou só vamos em frente, sentindo que o que nos vem é nosso por direito... É verdade, todas estas bênçãos são nosso "direito", como filhos de um Criador Divino; ainda assim, é nosso dever expressar agradecimento. É nosso dever expressar nossa gratidão, não apenas por meio de palavras, mas também por meio do trabalho. Devolvemos ao Universo as muitas bênçãos que ele nos concede? Compartilhamos? Amamos? O ato de dar graças, a atitude de gratidão, são as chaves para criar a vida que você deseja. Quando Jesus punha em prática seu ensinamento – "Pedi e recebereis, para que vossa alegria seja completa" (João 16:24) – ele imediatamente dava graças. Ele não esperava que o evento se manifestasse; em vez disso, dava graças antes de o resultado ser visível. Isto denota completa confiança e fé.

Temos muitos exemplos em nossa vida de quando manifestamos falta de confiança e de fé no Universo e nas pessoas que os rodeiam. Por exemplo, tome a situação onde você pede ao seu cônjuge ou a um de seus filhos que façam algo. Se você fica repetindo seu pedido o dia inteiro, é obvio que você não confia que eles vão lembrar nem fazer o que você pediu. Você está duvidando. Quando pedimos algo em nossas vidas, precisamos dar graças e sentir gratidão antes de termos a "prova". Se estivermos procurando um novo emprego, precisamos ter completa confiança de que ele vai se manifestar e dar graças pelo novo meio de vida e pelas novas oportunidades que se abrem para nós. Se estivermos orando por cura, devemos dar graças e ter fé na manifestação da cura. Temos que acreditar e sermos gratos antes de realizar-se a cura. Qualquer atitude diferente desta simplesmente denota falta de fé no Universo.

O Universo já foi descrito como sendo um grande "SIM". Ele concorda com todas as nossas crenças. Portanto, se a sua crença real é de que você não vai obter o que está pedindo, o Universo dirá SIM e você de fato não obterá o que pediu. Talvez, precisemos lembrar que Jesus não apenas dizia "Pedi e recebereis", mas também "Se tiverdes fé e não duvidardes, assim será feito". (Mateus 21:21). Já que nós criamos e atraímos aquilo em que acreditamos, se falarmos que não temos o suficiente, é isto que encontraremos na nossa realidade do dia a dia – não apenas hoje, mas em todos os dias que virão.

Lembre-se de que o Universo concorda com você e lhe dará sempre mais daquilo que você tem em você. É por isto que é tão importante sermos gratos pelo que temos, mesmo quando sentimos que "não é o suficiente", porque a gratidão abre as portas para recebermos mais. Quer sejamos gratos por coisas materiais, ou pelo amor que temos em nossa vida, a gratidão atua como um imã. "Semelhante atrai semelhante" é um ditado que se aplica também à própria gratidão. Não apenas atrairemos mais daquilo pelo qual somos gratos, mas também atrairemos a gratidão dos outros. Quanto mais amor você der, mais amor você receberá. (Estou falando de amor, não de martírio).

Seja verdadeiramente grato pelas oportunidades que se abrem para você e dê graças por tudo o que está se manifestando na sua vida, sempre confiando na manifestação perfeita, para o Bem Maior de todos os envolvidos.

domingo, 24 de outubro de 2010

Evangelho do dia 24 de outubro de 2010

Evangelho segundo S. Lucas 18,9-14.
Disse também a seguinte parábola, para alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais: «Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: 'Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.'
O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.'
Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»

Aos que se acham justos demais...

Para nossa meditação, bastaria a justificativa dada pelo evangelista para a parábola contada por Jesus: Disse também a seguinte parábola, para alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais. A parábola tem endereço certo: aqueles que não conseguem conciliar justiça com fraternidade! Muitos falam em nome de Jesus e se dizem fiéis seguidores de seus ensinamentos, mas ao mesmo tempo, acham-se no direito de julgar e condenar os irmãos. Julgam terem sido alcançados pelo amor de Deus mas negam aos outros, essa mesma ação divina que deseja consolar, transformar e conduzir. Se de um lado se apresentam como modelos da vontade de Deus, por outro o negam quando acreditam que praticar a justiça de Deus é se separar dos outros. Por isso, Jesus diz que estes cumprem a sua justiça, não confiam em Deus, confiam em si mesmos! Pois bem, desta justificativa dada pelo evangelista entendemos os motivos para a parábola.

Vale mais o coração!

Muitas vezes as pessoas acreditam que já estão salvas simplesmente porque são capazes de cumprir a lei, mas se a lei não vem do coração de nada adianta, cumprir a lei simplesmente por cumprir não salva ninguém, rezar sem envolver o coração não edifica ninguém, a oração não pode ser simplesmente cumprimento de reza, se deve saber o que se está pedindo e sempre incluindo o outro em nossas orações, esta parábola nos apresenta uma verdade que está presente na oração ensinada por Jesus. Quando dizemos Pai nosso estamos afirmando que temos DEUS por Pai, mas ao mesmo tempo que somos todos irmãos, porque se Jesus nos mandou rezar assim, dando-nos esse direito, então deveríamos reconhecer indistintamente o outro como irmão e irmã. Uma oração intimista que não tem outra razão que não seja o próprio beneficio é mentirosa. E além de mentirosa, é pagã! Deus não é propriedade exclusiva de nenhum ser humano, Deus é o Senhor de todos, e como nos ensina o salmo da liturgia de hoje, ele escuta o clamor do pobre!  Diante de Deus, todos nós deveríamos nos apresentar como pobres, necessitados da misericórdia infinita do Pai que nos deseja conduzir pelos seus próprios caminhos em vista de uma felicidade verdadeira, duradoura e enraizada na palavra de Deus.

Reconhecer-se necessitado da Misericórdia de Deus

O cobrador de impostos, o publicano, utilizado por Jesus é uma imagem que demonstra a necessidade de não se valer de suas capacidades para conversar com Deus. Não é por nossos méritos que Deus vai nos escutar porque méritos, não temos. Deveríamos rezar tomando por base, primeiro o fato de Deus ser misericordioso, e que nós não temos forças para nos redimir por nós mesmos. A oração do publicano: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador, é o reconhecimento destas duas grandes dimensões: a misericórdia de Deus que se volta para o ser humano que se reconhece necessitado do amor divino, este é a primeira dimensão. A segunda consiste em reconhecer nossa fragilidade. Ambas caminham para a expressão da grandiosidade divina e pequenez do ser humano e assim, mostra que nenhum de nós pode querer fazer o que só Deus é capaz: julgar!A verdade do encontro com Deus se mede pela real clareza diante de sua condição. Com esta imagem, Jesus não está de modo algum ressaltando que as pessoas devem exaltar o seu lado negativo, como se nada de bom fossem capazes de produzir ou transmitir. Para muitas religiões e segmentos, quanto mais negativas as pessoas se sentirem melhor será, porque assim se tornará mais fácil ainda manipular, controlar, destruir seus sonhos e capacidade. Assim é bem mais fácil vencer o que temos de melhor: a esperança! Esperança de que independente de como as coisas estejam elas sempre podem melhorar. Independente de nossas fraquezas, Deus nos ama. E na verdade, ninguém pode nos tirar esta esperança! Pois é na abertura serena e sincera a Deus que encontraremos nele descanso. Para concluir, o homem não tinha coragem de erguer os olhos para os céus, é o que disse Jesus, mas em um momento, talvez o único, ao olhar para cima, encontre o Filho de Deus crucificado, como sentido para toda a nossa vida, uma vez que em Jesus visto aparentemente como vencido, é que Deus expressa toda sua força e plena presença ao nosso lado!



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Jesus, Evangelho que divide, paz incomodada!

Muitas pessoas dizem ter encontrado Jesus, todavia, permanecem com o mesmo coração mesquinho e carregado de inveja, ódio, intolerância, discriminação e superioridade! Então esse coração mesquinho e sujo, apenas adequou a palavra de Deus às suas condutas. Em outras palavras, uma pessoa assim, está usando o Evangelho para justificar a sua vida e as coisas que já vem fazendo, então é uma pessoa hipócrita, escondida por trás do Evangelho! O encontro com Jesus, quando é verdadeiro, causa um estremecimento interior, uma inquietação, uma sensação de instabilidade própria de quem se sente questionado pela Palavra de Deus. O Evangelho desafia nossa paz, apoiada nas seguranças deste mundo: o dinheiro, o prazer e o bem-estar individual! É isso que Jesus quer dizer ao nos afirmar no Evangelho de São Lucas, 12,49-53, que veio lançar fogo sobre a terra. O Evangelho não acomoda, não distancia pessoas. Uma religião que prega a divisão e a segregação de pessoas entre escolhidos e condenados, é uma religião hipócrita! Uma religião que tende a deixar as pessoas em paz, independente do sofrimento do mundo, é uma religião de fantasia e que trai o Evangelho! Religiões assim negam o desejo de Jesus expresso no Evangelho citado: Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado! O Evangelho vem para queimar toda farsa e mesquinhez deste mundo em que vivemos. Vem para desafiar esta paz mentirosa que não tem voz! E como dizia certo poeta, paz sem voz é medo! É contra essa paz pequena e decadente que Jesus que o Evangelho se apresenta como fogo ardente que tudo consome. E é justamente esta paz que Jesus não vem trazer! A paz de Jesus é outra, é a paz de quem sonha e busca construir um mundo melhor, verdadeiramente melhor, consistente onde todos possam viver como irmãos e irmãs. Entretanto, diante dos poderes corruptos estabelecidos na história dos homens, a paz de Jesus representa divisão! Divisão necessária em vista da REVOLUÇÃO. Revolução do amor que tudo transforma, tudo renova e destrói toda mentira e enganação!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Esquecer para parecer melhor

Finalmente tivemos a grande oportunidade de ver Dilma e Serra frente à frente durante quase duas horas. De um lado, Dilma se apoiando na imagem super popular o presidente Lula, dando muito destaque ao crescimento econômico e ao crescimento do poder de consumo popular. Do outro lado Serra, atiçando a petista a falar sobre educação, moradia e sobre o novíssimo ministério da Segurança que ele deseja criar caso seja eleito.
Dilma partiu imediatamente ao ataque enquanto Serra procurou se esquivar dos ataques e motivar temas que o pudessem projetar diante dos eleitores, pouquíssimos que assistiram, pois na verdade, o debate ficou em quinto lugar na noite de domingo. Por conta de sua força ofensiva, Dilma com certeza readquiriu a confiança da militância petista. Todos os que se assustaram com o resultado do primeiro turno, sentiram-se de alma lavada! Serra procurou não se alterar, com muita certeza seguindo ordem de seus assessores, mirando a atenção dos indecisos.
Na minha opinião, a força de ataque petista, terminou por obscurecer a didática na apresentação do tema da educação. Os bons feitos do governo do Lula, caso tivessem sido melhores apresentados, calariam Serra. Porque o governo do qual ele é sectário, congelou por meio de um decreto, a construção de novas escolas para cursos técnicos financiados pelo governo federal e agora ele promete um milhão de vagas neste mesmo tipo de escolas! Serra não falou sobre a taxa de juros, que no governo Lula ainda é a maior do mundo: 10, 75%, caso falasse Dilma poderia dizer que FHC deixou a taxa em 26%.

Esquecer para parecer melhor - Parte II

Serra disse que ia fortalecer os Correios, a Petrobras , o Banco do Brasil e a Caixa, e Dilma perdeu a oportunidade de afirmar que na era FHC a Caixa Econômica Federal esteve impedida de contratar novos financiamentos, para não elevar o endividamento de estados e municípios. Falou apenas sobre a presença de Serra no processo de privatização!
Os dois não falaram sobre Saneamento. Não foi apresentado nada em vista da Juventude cada vez mais vulnerável ao ataque dos traficantes. Mas de uma forma muito intrigante, não falaram na condução da economia que continua fora da democracia e da disputa. Dilma, por não manchar o ufanismo com o qual trata o governo Lula. Serra por não querer enfrentar a euforia dos pobres que tiveram seu poder de consumo aumentado, sendo muito realista, o aumento de verdade ocorreu nos ganhos das elites que aplicando suas rendas excedentes nos lucros gerados pelos títulos da dívida pública, nunca ganharam tanto. Disso ninguém falou.
Quando temas importantes relativos à economia ficam de fora de um debate eleitoral, quem é que perde e quem ganha?
Essa é muito fácil de responder: nada se altera, quem está ganhando com os altos juros continua ganhando, a e a grande nuvem de dólares que entra no Brasil, atraído pelos altos juros continua enorme. Uma coisa que nossos dois candidatos deveriam dizer era que o gasto com esses juros e com a elevação dessa dívida é pago sacrificando-se a aplicação de mais verbas para a saúde, a educação, a habitação e no saneamento. Bem, Serra representa a aliança PSDB-DEM, novos e velhos representantes do patrimonialismo e das oligarquias regionais.

Esquecer para parecer melhor - Parte III

Dilma se apresenta sempre como herdeira de Lula, do PT e de toda a bancada de esquerda deste país. Com certeza pode dar passos maiores que os dado pelo governo Lula, mas não podemos nos esquecer que as oligarquias profundamente reacionárias estão todas no palanque petista hoje. Renan, Collor, Sarney, Romero Jucá e Blairo Maggi, Senador eleito do Mato Grosso e maior produtor de soja do mundo, além de Palocci que começa a almejar um cargo de destaque ao lado de Dilma e José Dirceu, estão todos ali, bem alinhados e agora com a cartillha do governo dos pobres nas mãos.
Serra se apresenta como alguém preparado, mas não falou sobre a normatização do aborto que fez do governo FHC o precursor de um movimento de pode desembocar, caso não estejamos atentos na total descriminalização do aborto!
Temas propostos pelos partidos pequenos também passaram batidos como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a elevação para 10% do PIB dos investimentos públicos em educação pois tanto FHC quanto Lula mantiveram este envestimento em apenas 3,6%.
Salário Mínimo, Justiça Ecológica, Relação do Brasil com as ditaduras da América, com o Irã, o Tráfico de armas e de drogas, esses também caíram no esquecimento!
Por isso o importante é que independente de quem ganhe, os movimentos sociais retomem a coragem de exigir investimentos em saneamento, habitação, transporte e reforma urbana e agrária.