domingo, 15 de agosto de 2010

Pelas mãos de Maria - Parte I

Para compreendermos mais um pouco sobre todo o apreço que a Igreja Católica possui por Maria, é de suma importância retomarmos o texto do encontro entre Maria e sua parenta Isabel. Tomemos o texto de Lc 1,39-56:

“Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se às pressas, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com forte grito, exclamou: ‘Tu és bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre. Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? ’ Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu’ Então Maria disse: “Minha alma proclama a grandeza do Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me felicitarão, porque o Todo Poderoso realizou grandes obras em meu favor: seu nome é santo, e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração. Ele realiza proezas com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias. Socorre Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre’ Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa.”
Deste trecho profundo do Evangelho escrito por São Lucas, retiramos três pontos para nossa meditação:
Primeiro: ‘Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com forte grito, exclamou: ‘Tu és bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre. Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?’ Para começar a meditação, é necessário recordar aos que dizem que Maria é uma mulher qualquer, o fato de Isabel ter dito que Maria é a Mãe do Senhor. Se Jesus é aquele no qual podemos ver a plenitude da divindade (Cl 1,15-19). Puríssima deveria ser a mulher que o traria ao mundo, então, chamar Maria de qualquer, é na verdade desconhecer quem é Jesus. Todavia o texto diz que apenas aqueles que estiverem com o Espírito Santo de Deus podem reconhecer tanto Jesus como Senhor quanto Maria como sua mãe. Sem o Espírito Santo ninguém pode acolher o mistério da vida de Deus que se faz um de nós em seu Filho amado Jesus. Nascido de uma mulher, na plenitude dos tempos (Gl 4,4).
Pelo que aconteceu com Isabel, é preciso estar atento, pois ela fica cheia do Espírito Santo, o mesmo Espírito que cobriu Maria com sua sombra a engravidou, tornando-a sacrário de Deus na história. Por isso, logo entendemos que é o mesmo Espírito que engravidou Maria que nos leva a reconhecer quem é ela e quem é o menino que está em seu seio. O não reconhecimento de Maria e seu papel no projeto de Deus para a humanidade constitui endurecimento de coração diante do Espírito Santo ou pior ainda, rejeição do mesmo Espírito que nos leva a reconhecer aquele que vem nos visitar, o Cristo de Deus. Maria não é a salvadora. Há apenas um salvador, Cristo Jesus, todavia, para que o salvador pudesse nos visitar como homem, quis Deus, o Todo poderoso, esperar o sim daquela moça simples do vilarejo de Nazaré.
Segundo: ‘Bem aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu’ Este trecho é muito importante quando confrontado com mais dois do Evangelho: Mc 3,31-35; Lc 11, 27-28. No texto de Marcos, Jesus diz que seus irmãos e sua mãe são os que fazem a vontade de Deus. No segundo, alguém diz que bendito o ventre que gerou e os seios que amamentaram Jesus. E ele responde que benditos são os que praticam a Palavra de Deus. Muitos são os que se valem deste texto para criticar Maria como se sua felicidade e bem aventurança fosse fruto do fato de trazer Jesus ao mundo. Sua felicidade consiste em Deus ter feito maravilhas em sua vida. Ter olhado para a humildade de sua serva e ter cumprido as promessas realizadas no passado. Por isso Maria é feliz. E retomando as palavras de Jesus nos textos citados (Mc 3,31-35; Lc 11,27-28), percebemos que a primeira desta lista dos que fazem a vontade de Deus é justamente Maria, conforme Lc 1,38.

Pelas mãos de Maria - Parte II

Terceiro, “Doravante todas as gerações me felicitarão, porque o Todo Poderoso realizou grandes obras em meu favor: seu nome é santo, e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração. Ele realiza proezas com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias. Socorre Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre’ Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa.” Todas as gerações felicitarão Maria, e felicitar é o mesmo que bendizar, ou chamar de bem aventurada, bendita! Por isso se justifica todo o zelo, respeito e carinho confiante que nós católicos temos por Maria, a mãe de Deus Filho.
Ela diz que será assim reconhecida não por si mesma, mas por conta do que aconteceu em sua vida: “o Todo Poderoso realizou grandes obras em meu favor: seu nome é santo, e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração. Ele realiza proezas com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias. Socorre Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.
Segundo este texto de São Lucas, por meio de Maria, Deus cumpre todas as promessas que havia feito aos homens a partir de Abraão e de seus descendentes para todo sempre. Como para todo sempre nos inclui, cantamos as maravilhas que Deus fez aos homens, dando-nos seu Filho Jesus como Libertador e irmão por meio do sim da virgem Maria. A nós cabe como Isabel, tomados pela presença do Espírito Santo de Deus reconhecer que Deus amou tanto o mundo que nos deu seu filho Unigênito para que todos os que nele crêem não pereçam, mas encontrem a vida eterna. E tudo isso aconteceu porque uma de nós abriu ao amor de Deus sua vida e se dispôs no extremo da liberdade, a acolher em seu seio o Filho Eterno de Deus. Aquele que sustenta toda a criação!
É, portanto inadmissível para os que dizem conhecer a Escritura não fazer aquilo que o próprio texto sagrado diz a respeito da mais sublime de todas as servas de Deus. Pois se o próprio texto sagrado afirma que somente por obra do Espírito Santo é possível reconhecer Maria como a mãe do Senhor, não o fazê-lo, é na mais simples hipótese não se abrir a Deus que quer nos alcançar e se fazer presente em nossas vidas por meio de Jesus, pois na pior das hipóteses pode-se incorrer, por meio de tão ferrenha negação do papel de Maria, em pecado contra o Espírito Santo que segundo os textos do Evangelho é o pecado sem perdão!
Pecar contra o Espírito Santo é não reconhecer como vinda de Deus a ação salvífica de Jesus que está presente em nosso meio, e além de não reconhecer como vinda de Deus, dizer que é fruto de ação do demônio. O mesmo pode ocorrer com quem demoniza a Igreja e a virgem Maria porque se Maria não é a serva humilde que atrai sobre si o olhar do Todo poderoso e por isso não deve ser chamada de bendita entre todas as mulheres, então o Espírito Santo enganou Isabel, quando a fez exclamar que Maria era a mãe do seu Senhor? Por acreditar na ação do Espírito Santo, e na Escritura a Igreja se põe como Isabel, fiel e esperançosa no Deus que realiza maravilha em seus servos e clama: Ave Maria, Cheia de Graça, o Senhor é convosco, bendita sóis vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre: JESUS!

sábado, 14 de agosto de 2010

A Assunção de Nossa Senhora - Parte I

A Assunção de Maria foi o último dogma a ser proclamado, por obra do papa Pio XII, a 1º de novembro de 1950. Na Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, o Pontífice afirmou que, depois de terminar o curso terreno de sua vida, ela foi assunta de corpo e alma à glória celeste. Maria é a realização perfeita do projeto de Deus sobre a humanidade. “A Assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história” (CNBB - Catequese renovada, 235). Os dogmas marianos iluminam a vida espiritual dos cristãos. “Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro” (Catecismo da igreja católica, 90). A Assunção de Nossa Senhora é uma doutrina que ilustra bem o modo como a Igreja interpreta as Escrituras e a Tradição: não como se fossem um manual dogmático preciso e detalhado, com todas as verdades resumidas em fórmulas teológicas bem lapidadas, mas como um depósito que deve ser objeto de pesquisa, estudo e aprofundamento. Não nos devemos espantar ao saber que a Bíblia não afirma, explicitamente, a Assunção da Virgem Maria. Embora esta doutrina se encontre radicada na Escritura, ela não pode ser deduzida pelos critérios protestantes ou através de uma exegese científica. A Bíblia apresenta pistas e indicadores que apontam para esta verdade. A Igreja, assistida pelo Espírito Santo, soube discernir estas pistas, e encontrou elementos suficientes para definir a Assunção de Nossa Senhora como doutrina revelada, a ser crida por todos os fiéis.

A Assunção de Nossa Senhora - Parte II

"Anunciamos, declaramos e definimos como dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrena, foi levada em corpo e alma para a glória celeste" (Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, 1º de novembro de 1950 - Definição do dogma da Assunção). Em 1950, o papa Pio XII definiu a Assunção como dogma de fé. Não foi uma decisão tomada de um dia para o outro, mas o fruto maduro de um longo processo de aprofundamento da Escritura e da Tradição."Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3,15). Este trecho do Gênesis, chamado de proto evangelho, é o primeiro anúncio do triunfo de Cristo sobre o Diabo e, juntamente com Cristo, do triunfo de Maria, a mulher que esmaga a cabeça da serpente. Como nova Eva, a Virgem Maria está estreitamente unida ao novo Adão na sua luta contra o pecado e no seu triunfo sobre a morte. "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Iahweh teu Deus, te dá" (Ex 20,12). Sabemos que Cristo foi o mais perfeito cumpridor dos mandamentos. Portanto, além de honrar o Pai, deveria também honrar a mãe. Qual o filho que, tendo o poder de livrar sua mãe da morte e da corrupção, não o faria? Um filho que abandonasse a própria mãe desta forma não a estaria desonrando?

"Entre as tuas amadas estão as filhas do rei; à tua direita uma dama, ornada com ouro de Ofir. Ouve, ó filha, vê e inclina teu ouvido: esquece o teu povo e a casa do teu pai, que o rei se apaixone por sua beleza: prostra-te à sua frente, pois ele é o teu senhor! Vestida com brocados, a filha do rei é levada para dentro, até o rei, com séquito de virgens.

Introduzem as companheiras a ela destinadas, e com júbilo e alegria elas entram no palácio" (Sl 45(44),10-12.14b-16). Neste texto os Santos Padres viram a Virgem Maria em sua entrada triunfal na glória, aproximando-se do trono do Rei imortal, Cristo Senhor. "Levanta-te, Iahweh, para o teu repouso, tu e a arca da tua força" (Sl 132(131),8). A arca da aliança, segundo muitos teólogos, pregadores e doutores, é figura do corpo puríssimo da Virgem Maria, que portou a Nova Aliança entre Deus e os homens, Jesus Cristo. Assim como a arca, feita de madeira incorruptível, o corpo da Virgem não poderia conhecer a degradação do sepulcro. Antes, foi levado para o Santuário Celeste, para junto de Deus. Acreditam os judeus que o Senhor protegeu a arca do saque do Templo, efetuado pelos babilônios sob a liderança de Nabucodonosor, no século VII a.C. O Apocalipse de Baruc, do final do século I d.C., menciona um anjo que removeu os objetos sagrados do Santuário, escondendo-os em lugar secreto antes da chegada dos babilônios. O Apocalipse de João nos mostra a antiga arca no Céu: "O templo de Deus que está no Céu se abriu, e apareceu no templo a arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e uma grande tempestade de granizo" (Ap 11,19). Se a arca que continha a antiga Lei foi preservada, quanto mais a novíssima arca que trouxe em seu seio não tábuas de madeira, mas o Verbo Santo de Deus!

"Que é aquilo que sobe do deserto, como colunas de fumaça perfumada com incenso e mirra, e perfumes dos mercadores?" (Ct 3,6). A esposa dos Cânticos é figura de Maria, esposa celeste que, com o divino Esposo, sobe ao Céu. "Entrando onde ela estava, disse-lhe: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’" (Lc 1,28). A Assunção é mais uma graça concedida por Deus a Maria, uma benção que se opõe à maldição lançada sobre Eva (cfr. Gn 3,19).

A Assunção de Nossa Senhora - Parte III

"Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas; estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar à luz. Apareceu então outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e sobre as cabeças sete diademas; a sua cauda arrastava um terço das estrelas do céu, lançando-as para a terra. O Dragão colocou-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho, tão logo nascesse. Ela deu à luz um filho, um varão, que irá reger todas as nações com cetro de ferro. Seu filho, porém, foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono, e a Mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar em que fosse alimentada por mil duzentos e sessenta dias. Ao ver que fora expulso para a terra, o Dragão pôs-se a perseguir a Mulher que dera à luz o filho varão. Ela, porém, recebeu as duas asas da grande águia para voar ao deserto, para o lugar em que, longe da Serpente, é alimentada por um tempo, tempos e metade de um tempo. A Serpente, então, vomitou água como um rio atrás da Mulher: a terra abriu sua boca e engoliu o rio que o Dragão vomitara. Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto dos seus descendentes, os que observam os mandamentos de Deus e mantêm o Testemunho de Jesus" (Ap 12,1-6.13-17). A Mulher vestida de sol em Ap 12 é, primeiramente, a Igreja. Também identificamos esta Mulher com a Mãe do Senhor, que esmaga a cabeça da Serpente (cfr. Gn 3,15). Convém lembrar aqui as várias vezes em que Jesus se dirige à sua mãe chamando-a de "Mulher" (cfr. Jo 2,4; 19,26). Maria é, assim, tipo da Igreja, o novo Israel de Deus, lavada e santificada no sangue do Cordeiro, imaculada e incorruptível (cfr. Ef 5,25-27). A morte e a corrupção do corpo são conseqüência do pecado (cfr. Gn 3,19; Sl 16(15),10). "Eis porque, como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rm 5,12). "Porque o salário do pecado é a morte, e a graça de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 6,23). "Com efeito, visto que a morte veio por um homem, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. Pois, assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida" (1Cor 15,21-22). A Lei do pecado atinge a todos, exceto o Cristo e sua mãe. Se a carne de Cristo não conheceu a corrupção do sepulcro, então a carne de Maria, que é a mesma carne de Cristo, também não pode ter se corrompido. Maria foi levada para junto de seu Filho em corpo e alma. Não é demais lembrar que a Escritura apresenta precedentes para a assunção corporal. Os casos de Henoc, Elias e Moisés são bem conhecidos (cfr. Gn 5,24; Hb 11,5; 2Rs 2,1.11; Jd 2,9, que cita o apócrifo Assunção de Moisés). Paulo foi arrebatado até o terceiro céu (2Cor 12,2-4). No fim dos tempos, depois da ressurreição dos mortos, os que estiverem vivos serão arrebatados (1Ts 4,15-17). Alguns poderiam objetar citando 1Cor 15,23: "Cada um, porém, [ressuscitará] em sua ordem: como primícias, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda" (1Cor 15,23). O Evangelho, porém, relata que muitos mortos reviveram depois da ressurreição de Jesus: "Abriram-se os túmulos e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram. E, saindo dos túmulos após a ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e foram vistos por muitos" (Mt 27,52-53). Os últimos tempos, que marcam o retorno de Cristo, já começaram. É preciso deixar claro aqui que Maria não subiu ao Céu por seu próprio poder, como ocorreu com Cristo na Ascensão, mas foi elevada pelo poder de Deus. Aquela que, durante a vida, foi toda graça e gratuidade, recebeu no fim de sua peregrinação terrestre a sublime graça de entrar íntegra na glória eterna. Podemos nos perguntar, de passagem, se a Virgem experimentou a morte ou foi imediatamente transfigurada. Não existe nenhuma posição oficial da Igreja a respeito. Isenta do pecado, a Mãe do Senhor certamente é imune às suas nefastas conseqüências, entre elas a morte corporal. Porém, com a intenção de se associar mais perfeitamente a seu Filho, o qual deu a vida pelos pecadores, é razoável supor que ela quis passar por esta experiência.

domingo, 8 de agosto de 2010

MELHOR MENSAGEM: DIA DOS PAIS

VAMOS DEMONSTRAR NOSSO AMOR PELOS NOSSOS PAIS, DEDICANDO A ELES TODA A NOSSA GRATIDÃO E CARINHO. ENVIE SUAS MENSAGENS OU POESIAS DEDICADAS AOS PAIS. AS MAIS ORIGINAIS ESTARÃO CONCORRENDO A UM BRINDE SURPRESA. A  ENTREGA DO BRINDE SERÁ NO TÉRMINO DA MISSA DO DIA 29 DE AGOSTO. PARTICIPEM!  



.

sábado, 7 de agosto de 2010



Esta era uma homenagem aos pais... Após muita reflexão percebi a impossibilidade de minha missão... pois não existe discurso; não existem palavras suficientemente boas e adequadas que pudessem ser consideradas uma homenagem digna.
Não sei quantos aqui já subiram uma montanha, e maravilhados com a paisagem, tentaram registrar em palavras aquilo que sentiam, mas no momento de expressar seus sentimentos sentiram-se incapazes de fazê-lo... Este é o mesmo sentimento que toma conta da gente quando tentamos demonstrar todo amor e gratidão que sentimos.
Apesar de amá-los é muito difícil expressar isto com palavras. Talvez fosse necessário um poeta... talvez nem ele mesmo fosse capaz... Então, consciente de minha incapacidade dirijo-me aos nossos pais.
Tudo começou de maneira natural, existiu um olhar e uma união... e num momento especial vocês planejaram nossa vinda a este mundo incerto... Sem perder a esperança de que o nosso mundo seria melhor... nos ensinaram a viver com dignidade e nos iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que trilhássemos sem medo.
Pode ser, que nossas vidas não tenham sido como sonharam... Pode ser que vocês não tenham sido os pais que pretendiam ser, e nós, não sejamos os filhos que pretendiam ter.
Educar um filho é uma tarefa muito mais difícil de que qualquer vestibular ou faculdade. A maior vitória de vocês, foi em meio a tantos obstáculos, ainda serem capazes de transmitir amor e carinho; ainda serem capazes de nos ajudar a crescer como pessoa; de nos passar os principais valores que formam um ser humano; de nos incentivar a buscar aquilo que queríamos... nos ensinar a não ter medo de arriscar e de cair... e, na queda, ensinar-nos a levantar e aprender com as derrotas, transformando-as em vitórias.
Neste momento tão especial, procuro entre as palavras aquela que melhor exprime esta emoção, e só encontro uma: obrigado!! Obrigado a vocês que nos acompanharam com carinho e estímulo, procurando amenizar nossa ansiedade em cada telefonema ou rosto desanimado, mantendo-nos firmes diante dos obstáculos. Obrigado.

Nossos pais!



A vocês, que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade, não bastaria um obrigado. A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado. A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado. A vocês, pais por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso. Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.

Amamos vocês!

Feliz dia dos Pais!

Dizem que o primeiro a comemorar o Dia dos Pais foi um jovem chamado Elmesu, na Babilônia, há mais de 4.000 anos. Ele teria esculpido em argila um cartão para seu pai. Mas a instituição de uma data para comemorar esse dia todos os anos é bem mais recente...
Em 1909, a norte-americana Sonora Louise Smart Dodd queria um dia especial para homenagear o pai, William Smart, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando sua esposa teve o sexto bebê e que criou os seis filhos sozinho em uma fazenda no Estado de Washington.
Foi olhando para trás, depois de adulta, que Dodd percebeu a força e generosidade do pai.
O primeiro Dia dos Pais foi comemorado em 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington. A rosa foi escolhida como a flor oficial do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Pouco tempo depois, a comemoração já havia se espalhado por outras cidades americanas. Em 1972, Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.
O pai brasileiro ganhou um dia especial a partir de 1953. A iniciativa partiu do jornal O Globo do Rio de Janeiro, que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. Primeiro, foi instituído o dia 16 de agosto. Mas, como o domingo era mais propício para as reuniões de família, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto.

Em São Paulo, a data foi formalmente comemorada pela primeira vez em 1955, pelo grupo Emissoras Unidas, que reunia Folha de S. Paulo, TV Record, Rádio Pan-americana e a extinta Rádio São Paulo. O grupo organizou um grande show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Lá, foram premiados Natanael Domingos, o pai mais novo, de 16 anos; Silvio Ferrari, de 96 anos, como o pai mais velho; e Inácio da Silva Costa, de 67 anos, como o campeão em número de filhos, um total de 31. As gravadoras lançaram quatro discos em homenagem aos pais. O maior sucesso foi o baião É Sempre Papai, com letra de Miguel Gustavo, interpretada por Jorge Veiga. O Dia dos Pais acabou ganhando todo o território brasileiro e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto.