quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Show do Padre Fábio de Melo em João Pessoa




A Arquidiocese da Paraíba tem uma programação especial para esse final de semana: A acolhida da Cruz e do Ícone Mariano da Jornada Mundial da Juventude. Sobre o Show do Padre Fábio, a Arquidiocese divulgou a seguinte nota:

A Arquidiocese da Paraíba informa, para esclarecimento, que não tem participação na produção, organização e na realização do show que o padre Fábio de Melo vai fazer em João Pessoa no início de fevereiro. A apresentação é totalmente independente, como afirmam os responsáveis pelo evento em comunicado à Arquidiocese: "Todas as responsabilidades estruturais, financeiras e formalidades com os órgãos públicos são de responsabilidade da organização do evento, não cabendo à Igreja nenhum ônus". Deixamos todos cientes de que a Arquidiocese não tem participação nos recursos adquiridos com a referida apresentação.

Portanto, fique claro que a Igreja não tem nada a ver com a vinda do Padre Fábio de Melo, esta vinda esta estruturada como a de qualquer artista midiático.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Jesus, o mais forte! - Homilia do Quarto Domingo

Leia com muita atenção o Evangelho deste Domingo que é escrito por São Marcos, 1,21-28.

21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.

22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”.
25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.
27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!”
28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Estes sete versículos de São Marcos expressam uma temática de suma importância para este Evangelho: a apresentação de Jesus como "o mais forte". Sobre Jesus como mais forte, já vimos João Batista o apresentar assim: "Depois de mim, virá alguém que é mais forte do que eu". Para que entendamos em que sentido Jesus é o mais forte, Marcos nos coloca diante de um tema que mostra toda a força de Jesus: sua autoridade para ensinar. Este trecho do Evangelho de São Marcos se divide em duas partes. A primeira diz respeito à autoridade de Jesus e a segunda fala sobre o impacto que esta autoridade causa. Ao mesmo tempo em que maravilha a muitos, causa também oposição: "Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei".
Em que consiste esta autoridade de Jesus? A autoridade de Jesus é natural, vem de sua coerência de vida, da harmonia entre sua palavra e suas atitudes. O Evangelho de João nos diz que Jesus é o Verbo feito Carne. É daqui que vem esta autoridade de Jesus, pois nele, não existe separação entre Palavra e atitude. O que ele ensina é totalmente condizente com o que ele pratica. Daqui se percebe toda a autoridade de Jesus, ele não é um mercenário que fez de tudo para obter um lugar visível perante a sociedade. Sua autoridade está longe de ser autoritarismo, esta autoridade dele se fortalece a cada instante porque é também serviço. E serviço mais específico aos mais fracos e necessitados. O povo ficou admirado com o seu ensinamento porque FINALMENTE percebia a vitalidade da Palavra de Deus. Isto eles nao viam nos Mestres da Lei para quem em muitas ocasiões a Lei escondeu a Palavra de Deus, coisa que foi criticada por Jesus quando este disse: "Vocês substituiram a Lei de Deus por suas tradições!" Esta coerência de vida de Jesus é a essência de sua autoridade porque faz com que as pessoas sintam a Palavra de Deus como uma realidade presente e não como coisa do passado. E é justamente isto que causa distinção entre Jesus e os Mestres da Lei. Esta oposição aparece na segunda parte deste Evangelho:
"Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 'Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus'”.
Deveria chamar nossa atenção o fato de o homem possuido estar na Sinagoga. Entendendo o que é a Sinagoga, entenderemos o que o relato quer dizer: do grego συναγωγή, composto de σύν “junto” e ἄγω “formação" Sinagoga, portanto, é o local onde se vivencia a formação comum, os mesmos ideais. Desta maneira, não deveria estar aí alguém possuido, porém, este homem possuído, é uma imagem de uma rejeição a Jesus, negação de seu ensinamento. Mas do que falar sobre o demônio, o Evangelho vem nos mostrar que devemos estar atentos porque corremos o risco de nos afastar de Jesus com nossas atitudes. O homem possuído nao deveria estar na Sinagoga, mas está e isto porque muitas vezes, os seguidores de Jesus se deixam enganar pelas artimanhas do maligno.
Quando é então que o espírito mau possui alguém que está no lugar onde deveria se viver na comunhão com Deus? Quando o orgulho nos impede de ver nos outros um irmão ou uma irmã. Quando o sofrimento presente no mundo nao toca mais no coração daqueles que celebram diariamente a memória de Jesus. Quando nos achamos melhores do que os outros por conta de algum serviço que tenhamos na comunidade ou na própria sociedade. Quando nós achamos que todas as conquistas são frutos de nossos próprios esforços e não da Graça de Deus que está sempre em comunhão com nossa natureza. Quando deixamos que a vontade de se alcançar determinados objetivos atropelem valores como o amor, a amizade, a solidariedade. Quando achamos que determinados irmãos ou irmãs são incapazes de fazer determinadas ações que estes se dispuseram com sinceridade de coração mesmo em meio às limitações.
Agora entendemos porque o homem possuído diz que sabe quem é Jesus: "'Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus'"Se apresentam como seus seguidores, mas temem a presença de Jesus pois desta questiona o modelo de vida que armamos com nossas próprias palavras e vontades. O demônio é a farsa de quem embora fale em Jesus está preocupado em usar a religião para fazer das pessoas prisioneiras de seus medos e limitações. São demônios também, aqueles que tentam destruir o espírito bravio da humanidade. Os que se apossam do discurso da religião para colocar o medo como meio para manter o povo acorrentado! A verdadeira religião nao se sustenta pelo medo e todo discurso que substitui a esperança pelo medo, vem do demônio! Em Jesus, o Reino de Deus é o centro e este é a esperança no amor de um Deus que é Pai e se faz companheiro compassivo em meio às angústias da humanidade. Aos que pregam a si mesmos, aos que incultem o medo e a falta de confiança no amor e na misericórdia de Deus, Jesus os calará e os mandará sair.
Peçamos a Cristo que nos purifique por meio de sua palavra e que sua autoridade nos liberte de toda a prisão e de todas as correntes!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Plano de Ação Pastoral Paroquial: 2012 - 2014




PAPPa - Plano de Ação Pastoral Paroquial

Graça e Paz!

A nossa Paróquia realizou nos dias 10, 11 e 17 de dezembro a sua Assembléia Paroquial para o triênio 2012-2014. Deveríamos ter apresentado o documento conclusivo no dia 25 de janeiro, isto não aconteceu devido a problemas de saúde do padre Dalmo. Mas o Documento da Assembléia que norteará nossa paróquia nos próximos três anos será apresentado no primeiro domingo de fevereiro, assim sendo, todas as decisões entrarão em vigor no dia 05 de fevereiro. Como todas as comunidades já sabem destas decisões, devem voltar a estudá-las para que não haja atrasos nas efetivações das decisões.
Todas as atividades são relativas à LITURGIA, CATEQUESE, ADMINISTRAÇÃO PAROQUIAL, FAMÍLIA, JUVENTUDE, SACRAMENTOS E DÍZIMO.

O nosso projeto de Ação Pastoral estará abreviado por meio da sigla PAPPa (Plano de Ação Pastoral Paroquial). Este Plano, tem por finalidade alinhar nossas atividades ao longo dos próximos três anos e estará dividido da seguinte maneira:

Parte I - O que é a Igreja?

Esta primeira parte é formativa, dividido em quatro blocos, é uma Catequese sobre a Igreja de Cristo para que possamos conhecer o que é de fato a Igreja, o que ela significa e porque ela é fundamental para o processo de Salvação presente no mundo. Esta se destina aos conselhos das nossas comunidades para que venham a debater entre si toda este material e assim, possamos ter uma Ação Pastoral de Comunhão.

Parte II - A Igreja em Tibiri e suas prioridades para 2012: Juventude & Eucaristia

Esta segunda parte de nosso Plano, é destinado a todos os que possuem uma atividade pastoral porque é nesta parte de nosso plano que apresentaremos todas as resoluções e projetos voltados para a Juventude & Eucaristia em nossa Paróquia para o ano de 2012.

Com essas duas partes de nosso Plano, pretendemos levar às comunidades uma visão mais profunda sobre a Igreja bem como as linhas de nosso trabalho para 2012, de forma que todos terão como acompanhar nosso itinerário pastoral. 

Parte III - Dízimo & Administração da Paróquia

Apresentaremos a fundamentação bíblica para o Dízimo, um modo de esclarecer as dúvidas que muitos de nossos fiéis tem sobre a sua participação da caminhada de sua paróquia. Será apresentado nesta parte as normativas para administração de nossas comunidades

Parte IV- Programação de Atividades:

Aqui nós teremos para todos uma programação das datas que são de suma importância para a vida das comunidades paroquiais que dizem respeito às festas de padroeiros, calendário de catequese, calendário de Missas, etc.

É de suma importância que todos tenham acesso, por isso além de entregarmos cópias para as comunidades, estaremos também disponibilizando o PAPPa pela internet por meio do nosso blog. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Homilia para o terceiro domingo do tempo comum: Reino - Conversão -Vocação


Caríssimos irmãos e irmãs,o Evangelho de hoje nos coloca diante do primeiro anúncio feito por Jesus e este já nos mostra o centro do que será toda a atividade do Filho Amado de Deus: o Reino de Deus! Muitos querem dividir este texto como se tivesse duas partes, UMA sobre o Reino e OUTRA sobre o chamado. Mas só há uma parte nesse Evangelho e esta diz respeito ao Reino. Nenhum de nós tem condições de definir o que Jesus pensava ao falar sobre o Reino, como ele o entendia e como ele o esperava. E nos Evangelhos, em lugar algum Jesus define para nós o que seja o Reino. Suas parábolas falam do Reino sempre tendo como início “o Reino de Deus é como...” são sempre comparações. Não conheceríamos nada do Reino de Deus se não fosse a presença de Jesus que o revela, como realidade próxima. E por isso, as ações de Jesus são manifestações do que é o Reino. É ele o meio para compreendermos o que venha a ser o Reino de Deus a tal ponto que no Evangelho de São João, a palavra Reino de Deus não aparece porque o Reino já é identificado com o próprio Jesus. A única vez que Jesus fala de Reino no quarto Evangelho o associa a si mesmo quando diz a Pôncio Pilatos que o seu Reino não é deste mundo. O Reino de Deus está muito além de nossas palavras, o Reino está associado incondicionalmente à vida de Jesus com todas as suas implicações. Sua opção clara e incontestável pelos mais fracos de seu tempo, sua severa crítica à estrutura religiosa de seu tempo, seu caráter firme em relação aos poderosos, e sua absoluta liberdade frente a Deus a ponto de chamá-lo de pai e frente à Lei a ponto de se apresentar como intérprete: “ouvistes o que foi dito aos antigos, mas EU vos digo...”, são luzes que nos mostrar em que sentido o Reino já está próximo. Entretanto, antes de falarmos sobre o Reino é preciso rever o que pensamos sobre nós mesmos. Porque dependendo de como entendamos a nossa própria vida, entenderemos o que Jesus quis dizer com “proximidade do Reino”. Ainda vivemos, infelizmente, uma falsa tensão entre Alma e Corpo. Para muitos, essa realidade não possui riquezas, não possui valor, não possui significado, porque a verdadeira vida estaria do outro lado, após a morte. Se você entender a vida assim, o Reino de Deus não pode ser encontrado neste mundo, e assim, a vida passa a ser uma constante peregrinação para o Além. Somente aí o Reino pode ser encontrado e portanto, este mundo deve ser menosprezado e tudo o que se relacione com essa realidade não serve para chegarmos aos Céus. A realidade do Reino, é relativa à alma, este corpo se une à realidade do que chamamos mundo. Outro lado, de tanto privilegiar a realidade do corpo, acredita que todo discurso sobre o Reino é um analgésico para a realidade dura deste mundo e, portanto, trata-se de um discurso alienante e aprisionador. Outra vertente desta supremacia do corpo sobre a alma, adentrou a Religião na chamada teologia da prosperidade e aí, Deus é visto como aquele que fornece riquezas fazendo do Reino dos Céus uma melhoria econômica de uma realidade de miséria vivida por uma pessoa, com sua familia. É este tipo de discurso que vemos na televisão nos programas que passam em horários patrocinados pelas igrejas pentecostais. Essa tensão sobre corpo e alma é falsa como falei, porque na mentalidade hebréia, da qual Jesus participa, essa tensão não existe, o que existe é equilíbrio, harmonia. Este mundo, como conhecemos, toda a nossa realidade diz respeito, deve dizer sempre respeito à nossa espiritualidade. Nesse sentido, a esperança do Reino une dois mundos, o de Deus e os dos homens. Jesus presente a passando por nossa vida, é sinal de que não pode haver uma distinção radical, pois Deus criou os céus e a terra, então não podemos viver na tensão OU céu OU terra. O Reino de Deus está próximo porque ele vem a nós, de acordo com a vontade de Deus realizada! Não temos morada permanente aqui, mas fomos feito para tomar conta deste mundo enquanto aqui estivermos e não para viver em fuga dele. Jesus não associou o Reino de Deus à saída deste mundo e sim à saída de um tipo de vida para outro “convertei-vos e crede no Evangelho”. O tema da conversão apareceu na primeira leitura e lá está relacionado com a misericórdia de Deus, aqui no Evangelho está associado com o próprio Reino de Deus. O Reino é para pessoas que buscam conversão, buscam mudar de vida, porque conversão é muito mais do que mudar de religião, posto o fato de muitos mudarem de igreja e permanecerem como eram, ou em alguns casos, até piorarem, invadidos por um orgulho que sugere uma superioridade diante deste mundo que é visto como um lugar perdido e por isso, quem não faz parte daquele determinado grupo religioso está condenado ao inferno. Conversão é mudar o jeito de viver neste mundo, na fraternidade, na busca dos direitos, no serviço aos mais fracos, na crítica a toda expressão religiosa que aprisione e na construção de uma nova sociedade planetária. Em um mundo injusto e violento, carregado de discriminações até religiosas, o Reino de Deus não é um lugar geográfico situado no além, mas é desejo de eternidade que nos impulsiona a buscar um mundo diferente aqui. O Reino é a Nova Ordem das coisas, construído a partir de valores sólidos que iluminam nossas escolhas pois o que daqui construímos se tornará eterno para o bem ou não. O sentido do Reino está presente já no Pai Nosso “Venha a nós o vosso Reino”. Este pedido na oração que o próprio Jesus nos ensinou aponta para o sentido da vida, quando a vontade de Deus encontra abrigo em nosso coração, céus e terra se unem e o Reino de Deus começa a acontecer já aqui e caso mantenhamos nossa vida alinhada de acordo com a vontade de Deus, chegaremos à Eternidade feliz. É esta a proposta, o sentido para esta vida que se torna absoluto e irrevogável quando o nosso tempo passar. A religião não teria sentido algum se não tentasse construir já aqui uma vida melhor, uma sociedade de paz e concórdia. E daqui passamos ao chamado dos primeiros seguidores de Cristo. Andar com Cristo é assumir esse sonho dele em plantar aqui as sementes de um mundo novo, cuja raiz toca plenamente o terreno deste mundo e cuja copa interage com o mais alto dos céus. Seguir Jesus que passa é querer andar nos seus passos o que exige mudança de vida, conversão. Não quer dizer que já sejamos santos, quer dizer que desejamos mudar e que apesar de nossos muitos pecados, continuamos crendo na bondade de Deus que nos chama assim como somos e deseja fazer de nós o melhor que podemos ser! Nessa trajetória poderemos mudar a vida de muitas pessoas, apesar de nossos próprios pecados. Muitos estão largados na vida, imersos na escuridão e na tristeza, precisando apenas de um convite. Certa vez, um rapaz de mais ou menos 16 anos me disse que nunca tinha vindo à Igreja porque ninguém nunca o havia chamado. Até que um dia, recebeu um convite de alguns amigos e vindo, não conseguiu mais deixar de vir sempre. Muitos precisariam de algo que os motivasse a encontrar alegria na vida e não encontram porque nós que dizemos ter sido encontrados por Jesus, muitas vezes, não fazemos questão de trazer outros para esse mesmo caminho. É preciso que nós nos convertamos sempre para evitar que sejamos enganados pela vaidade de achar que somos melhores porque estamos com Jesus. Nesta vida, muitas pessoas fazem de tudo para alcançar o que tanto desejam e depois que alcançam podem perceber, com um simples olhar para trás, que valioso era o que elas sacrificaram: amizades, verdades, sinceridade, honestidade. Todavia, em tudo percebemos um desconhecimento do verdadeiro valor a ser buscado na vida: o Reino de Deus! Desta maneira, o Evangelho de hoje fala do Reino relacionando-o à conversão e sobre o dever de todo o convertido: uma vez chamado, procurar resgatar a vida de todos os que forem possíveis. Temos assim um contato com o Reino em seus desdobramento: Conversão e Vocação!  

sábado, 21 de janeiro de 2012

Juventude & Eucaristia: Padre Dalmo apresenta as nossas linhas de trabalho para 2012


Esse ano nossa Paróquia dedica à Juventude e a Eucaristia. Na verdade, a Eucaristia, é sempre o centro, todavia, este ano, ao relacioná-la com a Juventude, tentaremos fazer convergir a nossa juventude para a Eucaristia. Muitas atividades iniciam nossos trabalhos, acolheremos a cruz da Jornada Mundial da Juventude e o Ícone Mariano, participaremos da Vigília Jovem promovido pela Comunidade Doce Mãe de Deus (em breve estaremos explicando como nos organizaremos para participar).
Constatamos uma maciça presença jovem em nossas comunidades, todavia, falta uma articulação a nível de Paróquia, para tanto, criaremos a P.J. Além da P.J. Teremos a Missa dedicada à Juventude, uma vez por mês, no terceiro sábado, reorganizaremos as nossas Olimpíadas, traremos de volta a Pastoral dos Namorados. Sobre estas atividades, já havíamos falado, então, uma visita a postagens mais antigas, poderão esclarecer dúvidas que por agora apareçam. Uma coisa que não podemos esquecer e diante da qual nao podemos nos omitir é a situação em que vivem muitos jovens em nosso bairro, portanto, neste ano dedicado à Juventude, temos como dever procurar orientar os nossos jovens para uma participação política efetiva e não passiva. Os jovens trazem em si os designios do futuro e portanto, devem tomar consciência disto e é nosso papel ajudar. Trataremos também da Juventude e suas famílias, enfrentando temas complexos da vida dos jovens, como a relação em casa, entre os pais, a relação entre os irmãos, juventude e o mundo do trabalho, sustentabilidade e juventude, e principalmente, trataremos  do desafio das drogas que se espalham tristemente entre nossos jovens e dilaceram relações.
Portanto, nosso ano dedicado à Juventude, tem como meta, organizar nossos jovens para que eles se sintam co- responsáveis pelo resgate de mais e mais jovens, no que diz respeito tanto à vida religiosa quanto social, porque bastaria um convite para que muitos fossem reencontrados e buscassem a comunhão! Para nós, a emancipação de um jovem acontece quando ele se sente em casa em sua casa, na casa de Deus e na sua sociedade! 
Na verdade, eu proporia em vez de BOTE FÉ, vivessemos o lema franciscano sempre atual: QUE EU LEVE A FÉ! Aqui, estaremos sempre diante da força renovadora e transformadora da Eucaristia, pois o nosso sonho é que os jovens resgatem os jovens pela força da comunhão, consigo, com Cristo, com toda a criação e com a Igreja! Neste sentido, traremos de volta a Escola da Fé que colocará muitos de nossos fiéis em contato com tudo aquilo que é a verdadeira Fé da Igreja de Cristo, sobretudo, diante da riqueza da Eucaristia que faz a Igreja!


Que Deus nos abençoe nesta jornada que agora abraçamos! 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Testemunhas do Cordeiro

Para uma meditação acerca do Evangelho deste domingo, poderíamos observar sua mensagem a partir de três pontos interligados e que ao final mostram a riqueza de toda a mensagem bíblica deste texto do Evangelho de São João. O primeiro ponto, chamamos de O Testemunho de João Batista. O segundo ponto é o Questionamento de Jesus. Por último, o terceiro ponto, que chamaremos de O testemunho dos discípulos.

O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA

No dia seguinte, João estava outra vez ali com dois dos seus discípulos. Quando viu Jesus passar, disse:

-  Eis o Cordeiro de Deus!

O Evangelho tem início com a apresentação do Testemunho de João Batista. Mas antes que João fale, aparece um verbo que deve sempre nos chamar a atenção, sobretudo porque ele é sempre significativo para a dinâmica desse Evangelho. O verbo PASSAR. "Quando viu Jesus PASSAR" Passar, no Novo Testamento, sempre nos colocará no contexto da Páscoa, pois Páscoa significa Passagem. No capítulo 13, deste mesmo evangelho, logo no versículo 1, ele aparecerá e nos colocará em definitivo no contexto da glorificação de Jesus no altar da cruz. Quando nós encontramos o testemunho de Batista, vemos outra imagem que nos coloca no cenário da Páscoa. "Eis o Cordeiro de Deus!" Este é um testemunho direto e confiante. Não há espaço para dúvidas, Batista apresenta o centro da sua fé. Jesus é aquele em quem as esperanças se concretizam.
A Imagem do Cordeiro é a imagem do sacrífício. Em Aramaico, cordeiro se diz Talya mas essa mesma palavra significa servo. Portanto, o Testemunho de João Batista expressa a identidade de Jesus: Cordeiro e Servo de Deus. A imagem do cordeiro já se encontra em Gn 22, 1-19 no texto que normalmente é chamado de o Sacríficio de Isaac. Lendo aquele texto, vemos que aquele que será ofertado em sacríficio, pelo menos em princípio, porque já sabemos que essa sacríficio não chega a acontecer, questiona pela ausência do cordeiro a ser imolado. Abraão, ao ser questionado pelo filho, responde que "Deus haverá de providenciar". Abraão é um homem de fé que não nega seu único filho exigido por Deus. Aqui estamos diante de um grande drama, como Deus pode pedir de volta aquele que foi apresentado antes como "o filho da promessa"? Isaac significa Filho da Promessa. Mas a promessa aqui, talvez, ouso dizer, não tenha sido o nascimento de Isaac e sim a sua vida conservada por meio da promessa de que Deus providenciaria o cordeiro para o sacríficio. Lemos em Êxodo 12, 1-13, a recomendação sobre o cordeiro que deve marcar as portas para que aquela casa seja preservada do castigo. Todavia, como já dissemos, em aramaico, cordeiro e servo são ditos com a mesma palavra e então é preciso que saibamos que sob o titulo de cordeiro, há também a imagem do servo de Deus que aparece em Isaías, capítulos 42 e 43. Desta maneira, o Testemunho de João aponta Jesus como o Verdadeiro ISAAC, aquele que foi enviado por Deus para ser o Cordeiro sacrificado como o Servo, aquele que tira o pecado do mundo porque o carrega consigo assumindo as dores de todos os homens.
João Batista é assim aquele que revela a resposta de Deus, se no passado Isaac perguntou pelo cordeiro, eis que agora, Deus providenciou o cordeiro e este será entregue para  a vida do mundo. Esta primeira parte portanto, mostra a grande consistência da fé verdadeira porque é Deus quem providencia tudo, apesar de todos os nossos pecados, não seremos sacrificados, o Cordeiro é providenciado por Deus. Esta é uma imagem que exige dos que estao intrigados com Deus uma reconciliação. Deus não nos quer distantes e para isso, não poupa esforços. Entrega em nossas mãos seu Único Filho, o justo e santo. Em cada celebração Eucarística nós escutamos do sacerdote estas mesmas palavras: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" E respondemos: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma palavra e seremos salvos!" É este o aspecto que nos une ao cordeiro: sua vida entregue resolutamente aos pecadores, o que deveria exigir de nós gratidão e comunhão. Só estará na paz de Cristo quem se alimentar da sua vida e do seu sacríficio em favor de todos nós.



O QUESTIONAMENTO DE JESUS

Quando os dois discípulos de João ouviram isso, saíram seguindo Jesus. Então Jesus olhou para trás, viu que eles o seguiam e perguntou:
- O que é que vocês estão procurando?
Eles perguntaram:
- Rabi, onde é que o senhor mora? ("Rabi" quer dizer "mestre".)
- Venham ver! - disse Jesus.


Os discípulos de João seguiram Jesus mas nos encontramos de novo com um texto que contraria aquela idéia dissemida nos meios evangélicos de "encontrei Jesus". O Evangelho diz que Jesus olhou para trás, e vendo que o seguiam perguntou: o que eles estavam procurando. E após a resposta, Jesus os convida a permanecer com ele. O Evangelho nos diz que "eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele o resto daquele dia. Isso aconteceu mais ou menos às quatro horas da tarde". Esta experiência do encontro com Jesus foi tão marcante e decisiva na vida daqueles homens, que até a hora que aconteceu eles guardaram, era quase um fim de tarde. Sinal de que o Senhor nos chama quando ele quer, alguns no começo do dia, ou da vida, se preferirem, outros no mais avançado da vida, nunca é tarde para que o Senhor nos convide! Mas a pergunta de Jesus é um desafio perene: "o que vocês estão procurando?" Neste Evangelho esta pergunta aparece em outras duas ocasiões. De fato, o que estamos procurando? muitos procuram felicidade, muitos procuram alegrias, muitos procuram amor e paz. Entretanto, muitos caminhos não levam ao que é procurado. Deus oferta a Salvação, mas as pessoas não sabem o que significa salvação. Jesus salva de quê? E como não sabem responder a esta pergunta nem sabem o que significa pecado, não entendem o que significa "tirar o pecado do mundo" e assim, as pessoas até encontram felicidade, paz, alegrias e amores, pena que depois de um curto tempo, assistem o desmoronamento de sua felicidade, paz, alegrias e amores. Outros possuem tudo o que aparentemente realizaria uma pessoa e não sao realizadas. Isto é sinal de que algo mais profundo deve acontecer. A pergunta dos discípulos é sobre a moradia de Jesus. Eles querem conhecer Jesus. E hoje Jesus ainda é desconhecido de muitos porque o Jesus que muitos cultuam não é o Cordeiro de Deus que será sacrificado e sim um Jesus anestésico que imobilza as dores e as angústias, o Jesus do conforto psiquico apenas, o Jesus da hora dos problemas e este não é o Cordeiro. Jesus é para a vida toda e não para momentos duros da vida. Muitos passam de Igreja em Igreja e dizem que estão buscando aquela que mais lhes agrada. Esta busca, é na verdade uma demonstração de desconhecimento da verdadeira identidade de Cristo que exige vida nova. É satisfação do próprio ego, ou extensão narcisista de si mesmo, nesse sentido a religiao nada mais será do que expressão humana. Portanto, quem não passou por João Batista, não conhecerá de verdade Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus!



O TESTEMUNHO DOS DISCÍPULOS

A dinâmica de todo chamado verdadeiro feito por Jesus está aqui expresso: André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ouvido João falar a respeito de Jesus e por isso o haviam seguido. Todos nós necessitamos de alguém que nos fale sobre Jesus para que nós possamos buscá-lo. O chamado não para exclusivo nosso, não devemos guardar ou prender em nós a vivência que fazemos da vida em Cristo, por isso é que "A primeira coisa que André fez foi procurar o seu irmão Simão e dizer a ele:
- Achamos o Messias. ("Messias" quer dizer "Cristo".)
Então André levou o seu irmão a Jesus. Jesus olhou para Simão e disse:
- Você é Simão, filho de João, mas de agora em diante o seu nome será Cefas. ("Cefas" é o mesmo que "Pedro" e quer dizer "pedra".)

André, primeiro falou de Jesus a seu irmão, depois o levou até Jesus. E Jesus é quem chama sempre! Já somos conhecidos por Cristo, antes que tenhámos tomado conhecimento de sua entrada em nossa vida. Há muitas pessoas que se acham distanciados de Cristo, ou abandonados, todavia, sempre somos conhecidos, sempre somos esperados. Cristo nos fortalece e faz de nós pedras, firmes e alicerçadas no mundo.
O Cristianismo é primeiramente ENCONTRO, porque Deus nos quer consigo e nos busca sempre por meio do Seu Filho Amado que é Deus de Deus, Luz da Luz, o Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, feito homem para nos redimir de nossos pecados. E só depois o Cristianismo é MISSÃO quando devemos fazer com que mais pessoas sejam encontrados por Cristo e tenham nele a vida nova. Testemunhas de Cristo em nosso dia a dia, na nossa família, no nosso trabalho, na nossa Igreja, para um mundo mais justo e fraterno de paz e harmonia entre Deus e os homens.